‘Voto que não é auditável e apuração que não é pública já é fraude’, diz deputada

Segundo Caroline de Toni, independente do resultado da votação na Câmara, há outras alternativas para viabilizar o voto impresso

  • Por Jovem Pan
  • 10/08/2021 10h37 - Atualizado em 10/08/2021 10h37
Pablo Valadares/Câmara dos DeputadosCaroline de Toni considera que parte dos partidos políticos só estão se posicionando contra a PEC por causa do apoio do presidente Bolsonaro à proposta

A Câmara dos Deputados pode decidir nesta terça-feira, 10, se o Brasil vai passar a adotar o voto impresso nas eleições de 2022. A Proposta de Emenda à Constituição (PEC), rejeitada na comissão especial sobre o tema, será pelos 513 decidida em plenário após determinação de Arthur Lira, presidente da Casa. Entre apoiadores da matéria, a expectativa é que a votação não seja adiada. “Diante da polêmica que está havendo dessa rejeição e interferência dos ministros do Tribunal Superior Eleitoral (TSE) no processo legislativo, o presidente vulgou por bem trazer ao plenário, para que os 5133 se manifestem, a expectativa é de que seja hoje. Não podendo ser hoje, já estão falando que seja quinta-feira. […] Não sabemos se matéria passa, mas é fundamental para a democracia que tenhamos esse meio de conferência”, afirmou a deputada Caroline de Toni (PSL), em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan. Para a parlamentar, que se diz “entusiasta do modelo”, a live realizada pelo presidente Jair Bolsonaro, também favorável ao voto impresso, demostrou que há uma fragilidade no sistema eleitoral.

“Voto que não é auditável e apuração que não é pública não vai ser fraude, já é fraude”, opinou a parlamentar, que critica a interferência do TSE na discussão sobre o tema. “A Justiça deveria se manter à margem do processo e quem tem que decidir é a população por meio dos seus representantes”, afirmou. Em uma República tudo deve ser passível de questionamento, o Brasil deveria parar para enfrentar essa matéria. Todo Brasil deveria se debruçar sobre o voto impresso”, pontuou. Caroline de Toni considera que parte dos partidos políticos só estão se posicionando contra a PEC por causa do apoio do presidente Bolsonaro à proposta. Segundo ela, embora não seja possível ter certeza sobre a aprovação, ainda que rejeitada, a mudança nas eleições de 2022 ainda pode acontecer. “Independente dessa aprovação hoje na Câmara, nós temos outras duas PECs no Senado, que já foram aprovadas pela Câmara, contendo o voto impresso e a discussão pode ser seguida. Ainda temos alternativas, caso a PEC seja derrotada”, finalizou.