Joel rebate Adrilles: ‘Enem foi um fracasso, educação brasileira está abandonada há dois anos’

Durante discussão sobre o adiamento do Enem, debate entre comentaristas ficou acirrado no Morning Show; veja o vídeo

  • Por Jovem Pan
  • 20/01/2021 12h52 - Atualizado em 20/01/2021 14h24
Imagem: Reprodução/Morning ShowÍndice de abstenção no primeiro dia de aplicação do Enem ficou em 51,5%, segundo o Inep

A ex-presidente do Instituto Nacional de Estudos e Pesquisas Educacionais Anísio Teixeira (Inep), Maria Inês Fini, se pronunciou sobre o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), afirmando que a abstenção de mais da metade dos candidatos no primeiro dia da prova, realizada no último domingo, 17, mostra que a data escolhida para a aplicação do exame foi equivocada. Para a educadora, a primeira etapa do Enem 2020 deveria ser cancelada e reaplicada em um “momento sanitário mais adequado”, uma vez que o Brasil vivencia um aumento no número de casos e mortes causados pela pandemia do novo coronavírus. O pronunciamento de Fini gerou polêmica nas redes sociais e tornou-se alvo de discussão no programa Morning Show, da Jovem Pan, nesta terça-feira, 20.

Para o comentarista Adrilles Jorge, o “momento sanitário mais propício”, apontado por Fini, não chegará. “Não tem como acontecer o adiamento da prova, não existe o momento sanitário mais propício. O ministro da Educação deve se comportar como tal, não como ministro da Saúde. Os 50% de alunos que compareceram ao Enem foram corajosos, estudaram e merecem o crédito por terem enfrentado os riscos”, disse. Já para o filósofo Joel Pinheiro, Milton Ribeiro deveria ter trabalhado em conjunto com a pasta da Saúde para planejar o exame. “O problema é que, até agora, o melhor ministro da Educação do governo Bolsonaro foi Carlos Decotelli. A educação brasileira está abandonada há dois anos. A única função de Milton Ribeiro era organizar o Enem já que, desde que assumiu não fez nada, mas mesmo assim fracassou. Se metade dos jovens faltam à prova central da educação nacional, ela fracassou, não há como rebater. O governo está condenando os jovens à deseducação”, concluiu. O índice de abstenção no primeiro dia de aplicação do Enem ficou em 51,5%. O ministro da Educação, Milton Ribeiro, avaliou que a realização da prova em meio à pandemia foi “um sucesso” e “algo vitorioso”. Até o momento, o número representa o maior percentual de abstenção em toda a história do Enem. No total, 58 cidades reaplicarão o exame, sendo 56 delas no Amazonas e duas em Rondônia. A próxima etapa da prova acontecerá neste domingo, 24.

Confira a discussão entre os comentaristas Adrilles e Joel sobre o Enem: