‘Lingerie é a melhor ferramenta para empoderar uma mulher’, diz Sandra Chayo, sócia da Hope

Empresária defende que a moda íntima possui um papel na sociedade e conta que 85% de toda a força de trabalho da empresa é feminina

  • Por Jovem Pan
  • 28/12/2020 18h58 - Atualizado em 29/12/2020 07h49
Youtube/Jovem PanSandra Chayo afirmou que o Grupo HOPE tentou encorajar a resiliência em seus parceiros durante pandemia

Dos espartilhos tão apertados que mudavam a anatomia da mulher à queima dos sutiãs em praça pública, a moda íntima sempre representou as mudanças na sociedade. Foi com esses exemplos que Sandra Chayo, sócia e diretora do Grupo HOPE, defendeu que, hoje, “não tem ferramenta melhor para empoderar uma mulher do que uma linda lingerie”. Convidada da apresentadora Fabi Saad no programa Mulheres Positivas desta segunda-feira, 28, a empresária de 45 anos se orgulha em dizer que, atualmente, 85% da força de trabalho da marca é feminina. Nos cargos de liderança, o Grupo HOPE também está acima da média, com 75% dessa funções sendo ocupadas por mulheres.

Segundo Sandra Chayo, o desejo da marca de empoderar e dar voz às mulheres existe desde que a HOPE foi fundada pelo seu pai, o libanês Nissim Hara. Irmão de cinco mulheres e pai de outras três, ele é conhecido pelo seu legado de inovações. Foi o empresário, por exemplo, quem inaugurou o merchandising no Brasil, inserindo uma propaganda de suas lingeries dentro da novela da Globo mais comentada do momento, “Roque Santeiro”. E também foi ele o primeiro dono de uma marca de lingerie a contratar Gisele Bündchen, que continuou fazendo campanhas para a HOPE até 2018.

Infelizmente, o visionário Nissim Hara faleceu aos 83 anos em janeiro, evento que marcou o início de um ano que seria difícil também pela pandemia de coronavírus. “Sempre tentamos encorajar os nossos parceiros na questão da resiliência. Essa coisa de garra, de vontade de vencer na vida”, afirmou Sandra Chayo. A conversa com Fabi Saad abordou desde os meios que o Grupo HOPE encontrou para lidar com a Covid-19 à adesão da empresária ao veganismo, há oito anos atrás.