Ana Paula Henkel vê exclusão das mulheres para inclusão de atletas trans no esporte

Ex-jogadora comentou no programa ‘Os Pingos nos Is’ sobre nadadora transexual que quebrou recordes nos EUA nas modalidades femininas; Lia Thomas já havia competido por três anos na categoria masculina

  • Por Jovem Pan
  • 10/12/2021 18h54 - Atualizado em 10/12/2021 19h11
Reprodução Ana Paula Henkel Comentarista da Jovem Pan debateu a participação de atletas transexuais em modalidades femininas

Nesta semana, a atleta universitária Lia Thomas, de 22 anos, virou notícia por ter quebrado recordes na natação norte-americana. Nadadora trans, Lia participou do Zippy Invitational in Akron pela Universidade da Pensilvânia e venceu as provas dos 200m livre e 1.500m livres com ampla vantagem para as adversárias, tendo sido 38 segundos mais rápida do que a segunda nadadora na prova mais longa. Antes de entrar na categoria feminina, Lia competiu três anos entre os homens. Seu desempenho foi debatido pela ex-jogadora de vôlei, Ana Paula Henkel, durante o programa ‘Os Pingos nos Is‘ desta sexta-feira, 10. Para a comentarista da Jovem Pan, é desleal a inclusão de atletas transexuais em esportes femininos, já que biologicamente são mais fortes. “É inacreditável isso. E o pior é o silêncio das pessoas que dizem que protegem o sexo feminino. Esse tipo de inclusão que tentam tanto empurrar significa a exclusão de mulheres. Homens biológicos a genética não muda”, disse a ex-atleta.

Ana ressaltou que é importante respeitar como cada pessoa se identifica socialmente, mas que esse novo cenário tem tirado meninas de universidades nos Estados Unidos. “A gente faz o parênteses para o respeito à identidade social das pessoas, a maneira como elas querem viver, isso deve ser respeitado. Porém, o pilar mais importante do esporte é o genético e isso é imutável. Não tem como competir com um corpo masculino, mesmo se a aparência estiver feminina. Meninas estão perdendo bolsas em universidades para meninos biológicos e esse silêncio é o que mais me incomoda, essa falsa inclusão e essa falsa proteção às mulheres. As mulheres são colocadas em uma turba da espiral do silêncio porque senão essa turma violenta, turma LGBTQIA+, acaba cancelando/linchando as pessoas como vimos com o atleta Maurício Souza”, concluiu.

O jogador de vôlei Maurício Souza, que atuava pelo Minas, foi demitido por postar mensagens contra um beijo do Super Homem nos quadrinhos em outro personagem masculino, além de também se posicionar contra atletas trans no esporte. O caso ganhou grande repercussão nas redes sociais e acabou com a demissão de Maurício do clube e possíveis convocações para a seleção brasileira ameaçadas. Para acompanhar o assunto, o programa ‘Os Pingos nos Is’ criou uma enquete para saber a opinião do público. Você acha que atletas transexuais deveriam competir em modalidades esportivas femininas? Vote aqui.

Assista ao programa na íntegra: