Augusto: ‘Advogados de Lula agem de má-fé para atrasar processos’

STJ negou, nesta terça-feira, 20, sete pedidos de habeas corpus da defesa do ex-presidente; ‘Eu queria uma investigação sobre esses advogados, quanto se gasta com tantos recursos’, disse o comentarista

  • Por Jovem Pan
  • 20/10/2020 19h59
NELSON ANTOINE/ESTADÃO CONTEÚDONa última semana, Lula participou de um encontro com o MST para falar sobre a fome no Brasil

A 5ª Turma do Superior Tribunal de Justiça (STJ) negou, nesta terça-feira, 20, sete pedidos de habeas corpus da defesa do ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Todos tratavam de questões procedimentais, como adiamento de julgamento, e pediam a revisão de decisões do STJ tomadas anteriormente. Para o comentarista Augusto Nunes, do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, os advogados de Lula “agem de má-fé para atrasar os processos”. “Eu queria uma investigação sobre esses advogados, quanto se gasta com tantos recursos. Ninguém sabe quantos ele já apresentou. Lula merecia uma reportagem sobre como é o Judiciário brasileiro, quantos recursos ele permite. Nenhum deles têm consistência, não há um recurso do Lula que prove que ele não é o que é, um corrupto e lavador de dinheiro”, afirmou.

Augusto questionou, ainda, de onde o ex-presidente “tira dinheiro” para pagar os seus advogados, depois que “acabou a torneira das empreiteiras”. Os advogados do ex-presidente pediam, nos HCs julgados hoje, a suspeição de dois desembargadores, um delegado da Polícia Federal e um procurador regional da República que atuam nos processos da Lava Jato contra o petista. Em outro recurso, a defesa pedia o acesso aos diálogos entre o procurador e ex-integrante da Lava Jato Deltan Dallagnol e o ex-ministro da Justiça Sergio Moro, obtidos de forma ilegal por hackers presos na Operação Spoofing. Além disso, a defesa questionava a legalidade das provas apresentadas pela Odebrecht sobre os registros do sistema de pagamento de propina da empreiteira.

O comentarista aproveitou também para comentar sobre a reunião que Lula participou com o Movimento Sem-Terra (MST) para falar sobre a fome no Brasil. “O Lula deveria estar preso e o MST não deveria poder fazer encontros, porque não existe legalmente. Vão discutir um tema que também não poderia estar presente no Brasil, porque aqui não tem fome, ele mesmo [Lula] declarou, em 2007, que a fome acabou. Ou seja, a organização é fantasma, o sujeito deveria estar foragido da Justiça e o tema não existe, só no Brasil mesmo. E Lula está aí, vagando como uma alma penada por esses encontros, porque politicamente ele está morto”, disse Augusto. Lula participou do primeiro de um ciclo de conferências virtuais chamado “Reflexões sobre o Brasil em Tempos de Pandemia”, promovido pelo MST, com o objetivo de analisar a conjuntura política brasileira.