Augusto critica Paulo Betti: ‘Não quero conversa com quem acha que o PT não roubou’

Ator disse que o Brasil se encontra em um momento delicado e antidemocrático; ‘Artistas e intelectuais brasileiros agem como um rebanho apavorado contra qualquer tipo de patrulha’, afirmou Augusto

  • Por Jovem Pan
  • 01/10/2020 21h43
Reprodução/Jovem PanPara Augusto, não "dá para entender" como alguém se apresenta como democrata e não aceita a existência de outras ideologias

O comentarista Augusto Nunes, do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, criticou o ator Paulo Betti nesta quinta-feira, 1º, que, em entrevista recente, falou mal do governo de Jair Bolsonaro e da direita brasileira. “Eu não quero conversa com quem acha que o PT não roubou”, disse Augusto. “Os chamados artistas e intelectuais brasileiros agem como um rebanho apavorado contra qualquer tipo de patrulha. Não conseguem entrar em um bar povoado por esquerdistas, não enfrentam essa turma”, afirmou o comentarista. Paulo Betti é historicamente ligado ao Partido dos Trabalhadores (PT).

Para Augusto, não “dá para entender” como alguém se apresenta como democrata e não aceita a existência de outras ideologias e vitórias eleitorais. O comentarista lembrou que votou no ex-governador Aécio Neves, quanto este foi candidato à Presidência em 2014 mas, ao descobrir que estaria envolvido em escândalos de corrupção, “percebeu que tinha votado em um bandido”. “Os petistas que dizem que não houve Petrolão não são normais. Como você vai conversar com alguém que nega isso achando que a pessoa tem cérebro normal. Eles não conseguem, ainda ouvem o Lula como se fosse um enviado da Divina Providência, é apenas um bandido. Eles não são normais e tratam a gente como uns fascistas. São democratas que não aceitam a diferença”, disse Augusto.

Convidado do ciclo “Conversas na Crise – Depois do Futuro”, organizado pela Unicamp (Universidade Estadual de Campinas), Betti disse que o Brasil se encontra em um momento delicado e antidemocrático. “Eles [direita] não aceitam o resultado das eleições. Vamos nos preparar. Porque vai ser difícil enfrentar esse pessoal. Primeiro porque eles estão armados”, afirmou o ator. “Participei da produção do ‘Lulalá’ para mostrar que estava contra o Collor. Agora estamos todos do mesmo lado da batalha. Mas não duvide de uma coisa: estamos com medo. Pessoas têm medo de publicar coisas contra o governo na internet. E é justificável ter medo de alguém que tem que identificar e destruir o inimigo”, complementou.