Augusto Nunes: ‘Argumentos de Witzel são rasos’

‘Primeiro culpou o Bolsonaro, depois disse que é completamente inocente’, afirmou o comentarista

  • Por Jovem Pan
  • 02/09/2020 21h42
Wilton Junior/Estadão ConteúdoSTJ referendou o afastamento do governador do Rio de Janeiro por desvio de verbas e irregularidades na Saúde

O Superior Tribunal de Justiça (STJ) referendou o afastamento do governador do Rio de Janeiro, Wilson Witzel, durante sessão na tarde desta quarta-feira, 2. Para o comentarista Augusto Nunes, do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, os argumentos do governador afastado, que alega que não cometeu irregularidades, “são rasos”. “Primeiro culpou o Bolsonaro por ser responsável por uma manobra política frente a ofensiva que ele sofria, inclusive na Assembleia Legislativa, que vai decretar o impeachment dele. Depois, disse que é completamente inocente, que não faz sentido as acusações. Argumentos rasos”, afirmou Augusto. O afastamento de Witzel foi determinado pelo ministro Benedito Gonçalves, a pedido da Procuradoria-Geral da República (PGR) na Operação Tris In Idem, que investiga desvios na área da Saúde.

Para o comentarista, Witzel foi afastado pois, se permanecesse no cargo, poderia obstruir a Justiça e impedir que as investigações avançassem. “As evidências indicam que o que se impediu foi que uma quadrilha continuasse em ação. Mas agora ele poderá argumentar até cansar, como aconteceu com Lula, e se não achar argumentos melhores continuará afastado do cargo”, disse. A defesa de Witzel nega que ele tenha recebido propina de R$ 554 mil, conforme diz a denúncia da PGR. Na sessão desta quarta, transmitida ao vivo, os ministros analisaram e detalharam as suspeitas que pesam sobre o governador do Rio.

Witzel é investigado na Operação Tris In Idem, que identificou irregularidades e desvios na área da Saúde. Segundo a decisão do STJ, o escritório de advocacia da primeira-dama, Helena Witzel, foi usado para “escamotear o pagamento de vantagens indevidas ao governador, por meio de contratos firmados com pelo menos quatro entidades de saúde” – o local teria sido usado para repassar valores provenientes de desvios a Witzel. A defesa de Witzel nega que ele tenha recebido propina de R$ 554 mil, conforme diz a denúncia da Procuradoria-Geral da República (PGR). Na sessão desta quarta, transmitida ao vivo, os ministros analisaram e detalharam as suspeitas que pesam sobre o governador do Rio.