Augusto Nunes critica decisão que impede retomada das aulas: ‘Crianças estão em último lugar’

Comentarista de Os Pingos nos Is afirmou que juíza que concedeu liminar impedimento retomada da atividade segue o exemplo do STF e ‘decide sobre tudo sem nada saber’

  • Por Jovem Pan
  • 28/01/2021 20h29
Youtube/Os Pingos nos IsDecisão do TJ-SP foi divulgada nesta quinta-feira, 28

Na tarde desta quarta-feira, 28, o Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP) determinou a proibição do retorno às aulas presenciais na rede municipal, estadual, pública e privada em todas as cidades do estado que estiverem na fase laranja ou vermelha do Plano São Paulo contra a Covid-19. A decisão, que tem caráter liminar, considerou o pedido feito pelo Sindicato dos Professores do Ensino Oficial do Estado de São Paulo (Apeoesp), que, entre uma série de motivos listados para recorrer do decreto do governador João Doria (PSDB), pontuou que o número de mortes no país continua a crescer, que o sistema de saúde de regiões brasileiras beira o colapso e que novas variantes do vírus podem contribuir para o aumento de pessoas infectadas.

O comentarista Augusto Nunes, do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, criticou a decisão e afirmou que o fechamento das escolas vai resultar em uma “geração de crianças traídas”. “Uma juíza proibiu a retomada das aulas presenciais, aprovada pelo governo do estado de São Paulo, amparado em uma discussão de um comitê que tem decidido tudo sobre este assunto. As crianças estão em último lugar. Essa é mais uma geração de crianças traídas. As escolas particulares foram autorizadas a retomar as aulas presenciais. As escolas se prepararam para isso. O secretário de Educação, Rossieli Soares, na entrevista ao Direto ao Ponto, disse que a rede está pronta para a volta. Aí vem uma juíza, que deve estar preocupada com algum filhote, com algum vizinho, e, em nome da vida, decide dizendo que a vida é uma imposição de cláusula constitucional. O direito à educação também é. Ou ela não sabe disso? A juíza segue o exemplo do Supremo Tribunal Federal, que decide sobre tudo sem nada saber”, disse.

Rossieli Soares foi o entrevistado do programa Direto ao Ponto, da Jovem Pan, na segunda-feira, 25. O secretário de Educação do governo Doria afirmou que “nada justifica o fechamento das escolas” e defendeu engajamento da sociedade, a fim de evitar agravamento do que chama de “massacre educacional”. “Desde junho [de 2020] estou dedicado a dizer que temos condições de voltar, mas não normalmente, com ambiente controlado, com distanciamento. Voltar às aulas, sim, porque é insubstituível, mas com segurança. Em 8 de setembro [de 2020] começamos as atividades extracurriculares na rede de ensino, 2 milhões de alunos passaram pelas escolas e não tivemos nenhum caso de transmissão”, disse.

Para o secretário, a reabertura das escolas deveria ser “uma unanimidade” na sociedade. “Nada mais justifica o fechamento das escolas, porque nós aprendemos. Hoje precisamos mostrar para a sociedade que o pai não está preservando seu filho ao deixá-lo em casa, mas o colocando em um risco ainda maior. É um massacre educacional o que estamos fazendo no Brasil. Esse é o ponto chave. Estamos perguntando se devemos ou não voltar às aulas, mas a pergunta deveria ser o que faço para voltar. Deveria ser unanimidade a escola aberta. O bar está aberto, tudo está aberto e a escola está fechada”, afirmou.