‘Bares e restaurantes vão sofrer prejuízos por vaidade’, diz Augusto Nunes sobre volta de SP para a fase vermelha

‘Fazer isso prejudica economicamente um setor que vem se recuperando’, afirmou o comentarista; entre os dias 25 a 27 de dezembro e 1 a 3 de janeiro, só poderão funcionar serviços essenciais

  • Por Jovem Pan
  • 22/12/2020 19h08
SAULO ANGELO/FUTURA PRESS/ESTADÃO CONTEÚDO Setor de serviços, que inclui bares, restaurantes e hotéis, foi o mais prejudicado pela reedição das medidas de isolamento social no fim de fevereiro Augusto criticou, ainda, as medidas restritivas impostas pelo governo de São Paulo

Todo o estado de São Paulo irá regredir para a fase vermelha, a mais restrita do Plano São Paulo, entre o Natal e Ano-Novo para evitar a disseminação da pandemia do novo coronavírus. Entre os dias 25 a 27 de dezembro e 1 a 3 de janeiro, só poderão funcionar serviços essenciais, como supermercados, padarias e farmácias. Outros tipos de estabelecimento, como comércio em geral, bares e restaurantes, não poderão funcionar no período. Para o comentarista Augusto Nunes, do programa Os Pingos Nos Is, da Jovem Pan, a proibição da Prefeitura foi feita para acabar com as festas públicas no Revéillon e Natal, proibidas pelo Estado. No entanto, “fazer isso prejudica economicamente e de maneira muito grave” um setor que vem se recuperando, os bares e restaurantes. “Vão sofrer prejuízos por vaidade”, afirmou Augusto. O comentarista criticou, ainda, as medidas restritivas impostas pelo governo de São Paulo. “Uma boa definição de loucura é fazer as mesmas coisas esperando resultados diferentes. Está se voltando a um estágio da pandemia que não surtiu efeito”, apontou.

Segundo ele, “toda hora ouvimos reclamações” contra o presidente Jair Bolsonaro e os “seus maus exemplos”, falando como se ele fosse o “responsável por todas as mortes por Covid-19 no Brasil”. Porém, Augusto afirma que os “verdadeiros responsáveis” são os governadores e prefeitos. Em abril, os ministros do Supremo Tribunal Federal (STF) decidiram que os governadores e prefeitos teriam poder para determinar medidas restritivas durante a pandemia do novo coronavírus. A decisão também estabeleceu que estados e municípios poderiam definir quais são as atividades que serão suspensas e os serviços que não serão interrompidos. “O governo de SP não ousou a intervenção policial para acabar com essas festas. Agora proíbe festas públicas e aglomera as pessoas dentro das casas”, disse o comentarista.  Augusto afirmou, ainda que, de acordo com um levantamento feito por um repórter, se São Paulo fosse um país, seria o 10º do mundo em mortes por milhão pela Covid-19. Já o Brasil, sem o Estado paulista, seria o 21º. “Portanto, o Brasil está melhor do que SP. Se São Paulo estaria no ranking dos 10, porque dizer que deu certo o combate à pandemia aqui? Deu coisa nenhuma. Usando esses métodos, SP se tornou um dos dez do ranking mundial, bem à frente do Brasil. Por isso a corrida enlouquecida pela vacina. São Paulo fracassou lamentavelmente, eu torço pela vida, torci muito para que as mortes não ocorressem nesse número espantoso, mas ocorreram. E os responsáveis pelo que houve de certo e errado foram os governadores”, finalizou.

Assista ao programa na íntegra: