Bolsonaro diz que pediu para ministro da Educação se preparar para volta às aulas

‘É inadmissível, perdemos o ano letivo’, lamentou; para o presidente, escolas não deveriam ter parado na pandemia da Covid-19

  • Por Jovem Pan
  • 17/09/2020 21h24
Marcos Corrêa/PRBolsonaro também criticou os sindicatos de professores, afirmando que quase todos são compostos por um pessoal de "esquerda radical"

O presidente Jair Bolsonaro disse em entrevista ao programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, nesta quinta-feira, 17, que pediu ao ministro da Educação, Milton Ribeiro, para se preparar para o retorno às aulas, interrompidas durante a pandemia da Covid-19. Segundo ele, o Brasil é o país que o está há mais dias sem aulas. “Hoje mandei mensagem até para o ministro Milton, da Educação, que se prepare, comece a orientar, já que a decisão não é nossa, essa orientação é dos governadores e prefeitos para que se volte às aulas no Brasil. É inadmissível, perdemos o ano letivo”, afirmou.

Mais cedo, o ministro da Educação disse que a pasta irá distribuir R$ 525 milhões a escolas para preparar a volta às aulas presenciais. Ribeiro disse que o valor deve beneficiar 116,75 mil escolas públicas e 36,85 milhões de alunos. A ideia, segundo ele, é que o recurso sirva para a compra de produtos de higiene desinfecção e reformas das unidades de ensino. A pasta ainda promete lançar um protocolo de biossegurança, como já foi elaborado para a educação superior. Bolsonaro também criticou os sindicatos de professores, afirmando que quase todos são compostos por um pessoal de “esquerda radical”. “Para eles está muito bom ficar em casa. Por dois motivos: primeiro que para eles, do sindicato, não trabalha, fica em casa; e outro colabora para que a garotada não aprenda mais coisas”, criticou.

Nesta quarta-feira, Bolsonaro defendeu que as escolas não deveriam ter parado na pandemia. O presidente desaprovou decisões dos gestores e lembrou que pesquisas já mostraram que a possibilidade de óbitos de crianças por Covid-19 é quase nula. “Não tínhamos por que fechar escolas, mas as medidas restritivas não estavam mais nas mãos da presidência da República. Somos o país com o maior número de dias de ‘lockdown’ nas escolas. Isso é um absurdo”, afirmou.

* Com informações do Estadão Conteúdo