‘Brasil passa por uma instabilidade institucional’, diz Ana Paula Henkel

Nesta quarta-feira, 25, o Procurador-Geral da República, Augusto Aras, defendeu que estados e municípios decidam sobre a obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19; ‘Por que ele não toma como voluntário?’, questionou Augusto Nunes

  • Por Jovem Pan
  • 26/11/2020 21h57 - Atualizado em 26/11/2020 22h05
ESTADÃO CONTEÚDOProcurador-geral da República, Augusto Aras

O procurador-geral da República, Augusto Aras, defendeu em parecer enviado nesta quarta-feira, 25, ao Supremo Tribunal Federal (STF) que os estados e municípios decidam sobre a obrigatoriedade da vacina contra a Covid-19 em caso de “inação do órgão federal”. “É válida a previsão de vacinação obrigatória como medida possível a ser adotada pelo Poder Público para enfrentamento da epidemia de Covid-19, caso definida como forma de melhor realizar o direito fundamental à saúde, respeitadas as limitações legais”, escreveu o PGR. No entanto, para os comentaristas do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, a vacinação deveria ser uma escolha pessoal. Na opinião de Ana Paula Henkel, por exemplo, há uma “instabilidade institucional no Brasil”.

“Continuamos vendo essa instabilidade, a jurídica com o STF colocando a mão em tudo, e agora instabilidade institucional de colocar a voz aonde não é chamado, onde não é provocado. E eu pergunto, mesmo se o estados seguirem essa recomendação esdrúxula e absurda de Aras, como vai ser isso? Vão amarrar os adultos e forçar a vacinar? O Brasil vai virar um grande jardim de infância, onde as pessoas serão levadas à força para vacinação?”, questionou a ex-jogadora de vôlei. Para Augusto Nunes, há uma série de pressuposições acerca deste assunto, discutidas quando ainda nem se sabe a previsão de aprovação de alguma vacina. “As consequências vêm depois, depois que existir a vacina, for testada a eficácia, começa a se falar. Mas já se pressupõe que a Anvisa está aparelhada, que a vacina vai ser recusada. São muitos ‘se’. Porque não vão cuidar da vida deles. Com tanto problema para resolver e querem conversar sobre uma bobagem dessas”, disse o comentarista. “Sobre Aras, por que ele não toma como voluntário, para ajudar a andar mais rapidamente a vacina chinesa? Representa o grupo de risco, tá precisando de voluntário”, finalizou.

Assista ao programa na íntegra:

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