Deputado Capitão Derrite: Colocar polícia contra povo é tática de quem quer ver Brasil virar Cuba

Pressão mental sofrida por alguns policiais para garantir cumprimento de medidas restritivas foi comentada pelo deputado do PP no programa ‘Os Pingos Nos Is’

  • Por Jovem Pan
  • 30/03/2021 19h23 - Atualizado em 30/03/2021 19h49
Cleia Viana/Câmara dos DeputadosCapitão Derrite foi entrevistado pelo programa "Os Pingos Nos Is"

Entrevistado pelo programa “Os Pingos Nos Is”, da Jovem Pan, nesta terça-feira, 30, o deputado Capitão Derrite (PP-SP) analisou a situação atual do país diante das medidas restritivas para conter a Covid-19 e pontuou que as forças de segurança estão em situação delicada no cumprimento de decretos governamentais que obrigam a paralisação de trabalho de muitos brasileiros. Ele acredita que a decisão o Supremo Tribunal Federal (STF) de deixar sob responsabilidade dos estados e municípios a decisão sobre como conter a pandemia foi o que iniciou a situação de caos vivida atualmente. “Os governadores e prefeitos estão legislando via decreto. No meu ponto de vista, são decretos inconstitucionais. Quem tem poder, inclusive está no artigo 137 da Constituição Federal, para restringir a liberdade de ir e vir das pessoas é somente o presidente da República através da decretação do estado de sítio, e isso é corroborado com a decisão do Congresso Nacional. Isso não aconteceu”, recorda.

Para o deputado, a “corda está se partindo” na mão dos guardas civis e dos policiais. “Estão se vendo como massa de manobra na mão de governadores e prefeitos que querem realizar essa restrição, mas querem ficar como bonzinhos”, afirmou. O capitão acredita que o cumprimento de algumas medidas que os oficiais moralmente consideram como inconstitucionais tem causado sérios danos psicológicos aos policiais e devem ser foco de atenção. “Policial entrou para prender criminoso e é o que eu venho pedindo para os policiais, para os guardas civis municipais, não se deixem serem usados como massa de manobra por meio desses decretos e ajam sempre com bom senso”, disse. Para ele, é essencial distinguir aqueles que estão indo e voltando dos seus empregos daqueles que estão promovendo aglomerações.

Ele lembrou da importância da independência das corporações e do Projeto de Lei 87/2020, que realizaria eleições internas para criação de uma lista tríplice com indicações para os cargos de Comandante Geral das polícias, que cumpririam dois anos de mandato. “A Polícia Militar passaria a ser um órgão de Estado, não de governo, como são hoje”, opinou, lembrando que aqueles que contestam as decisões da esfera estadual terminam perdendo os seus cargos. “A reflexão que eu faço é a seguinte: a quem interessa colocar a Polícia Militar, a Guarda Civil, contra o povo? Só interessa a aqueles que querem ver o Brasil virar uma Cuba ou uma Venezuela”, disse. O deputado comentou, inclusive, sobre o decreto do prefeito de Araraquara, Edinho Silva, do Partido dos Trabalhadores, que dá pontos para gratificar aqueles que realizarem fiscalizações dos que furarem a quarentena. “Ele está fazendo nada mais do que estimulando o caos que já está instalado”, finalizou.

Confira o programa “Os Pingos Nos Is” desta terça-feira, 30, na íntegra: