Major Olimpio fala em ‘apaziguar ânimos’ entre Bolsonaro e Bivar

Para o parlamentar, permanência do presidente da República no PSL é ‘fundamental’

  • Por Jovem Pan
  • 09/10/2019 20h02
Jovem PanSenador falou sobre a crise do partido em entrevista ao programa "Os Pingos nos Is"

Em meio a rumores de uma suposta saída de Jair Bolsonaro do PSL, o senador Major Olimpio (PSL-SP) afirmou, em entrevista ao programa Os Pingos nos Is da Jovem Pan nesta quarta-feira (9), que é necessário “apaziguar os ânimos” entre o presidente da República e o líder da legenda, Luciano Bivar.

A crise no PSL ganhou novos contornos após Bolsonaro declarar a um apoiador, na saída do Palácio do Planalto, que Bivar estava “queimado” e que o militante deveria “esquecer o partido”. Para Olimpio, no entanto, há “muito ruído” na comunicação entre os dois.

Segundo o senador, que afirma ter conversado com o presidente da sigla após as falas de Bolsonaro, Bivar afirmou que “não sabe ao que se refere o presidente nem o que PSL poderia ter feito para gerar uma manifestação dessa ordem”. Olimpio acredita que há pautas importantes que não podem ser travadas pelo que classificou como uma “briga de quintal”.

“Estamos às vésperas de votar a reforma da Previdência em segundo turno, temos o pacto federativo, a reforma tributária e queremos a retomada do investimento no País. Não é uma briga de quintal que vai parar isso, o presidente é muito maior. Há de se conversar e de se buscar um entendimento”, defendeu o parlamentar.

De acordo com Olimpio, a permanência de Bolsonaro no PSL é fundamental. “O partido é 100% aliado ao presidente em todos os momentos, todas as manifestações, na hora de votar e defender o presidente é o PSL que faz isso o tempo todo”, disse.

O parlamentar também negou que deixará a sigla, caso a suposta saída de Bolsonaro, que passou a ser ventilada nesta quarta em Brasília, se concretize. “Não sairei do PSL se o presidente sair, continuo defendendo o presidente. Eu conheço o presidente, ele é um idealista, humilde e com propósitos pelo Brasil, continuarei nas trincheiras, mas acredito demais na possibilidade do diálogo e que o presidente fique no partido.”

Sobre outra crise interna enfrentada após Flavio Bolsonaro ter pressionado parlamentares a votar contra a instalação da CPI Lava Toga, que propõe investigar integrantes no Supremo Tribunal Federal, Olimpio — que já afirmou que o filho do presidente “trazia muita vergonha à nós [PSL]” — acredita que o presidente “não confundiria as coisas”.

“O fato de eu estar dizendo que o filho está errado e provar que está em nada diminui a minha lealdade e minha manifestação de defesa permanente ao presidente. Não me vejo como um estopim de crise.”

Confira a entrevista na íntegra: