Motta contesta fala de Barroso e compara fascismo com comunismo: ‘São almas gêmeas’

Comentaristas do programa Os Pingos Nos Is analisaram declaração do ministro Luis Roberto Barroso, do STF, que alertou para a possibilidade de ataques fascistas nas manifestações de 7 de setembro

  • Por Jovem Pan
  • 05/08/2022 18h55
GABRIELA BILó/ESTADÃO CONTEÚDO Luís Roberto Barroso é ministro do Supremo Tribunal Federal Ministro Luís Roberto Barroso foi chamado de 'criminoso' pelo presidente Jair Bolsonaro recentemente

O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF), Luís Roberto Barroso, participou de uma palestra no 17º Congresso Internacional de Jornalismo Investigativo, em São Paulo, e afirmou nesta sexta-feira, 5, que as manifestações programadas para o dia sete de setembro – convocadas pelo presidente Jair Bolsonaro (PL) – poderão mostrar o “tamanho do fascismo no Brasil”. Mesmo não enxergando com preocupação o evento, já que o magistrado argumentou que muitos irão às ruas para manifestar apoio ao governo, alguns podem sair de suas casa com a intenção de atacar as democracia já que “uma coisa é a liberdade de apoiar qualquer candidato, a outra coisa é querer destruir as instituições”. “O 7 de Setembro se forem os apoiadores de um dos candidatos (mostrando suporte), faz parte da democracia. E devemos olhar isso com todo o respeito. Agora, se for o episódio para fechamento do Supremo ou do Congresso, aí vamos saber mesmo o tamanho do fascismo e do sentimento antidemocrático no Brasil”, pontuou.

Durante o programa Os Pingos dos Is, da Jovem Pan, o comentarista Roberto Motta contestou as declarações de Barroso e afirmou que o “fantasma do fascismo é um velho espantalho usado por comunistas”. Ao prosseguir em seu comentário, o analista destacou o que aproxima a ideologia de esquerda com o fascismo: “Glorificação do Estado, desprezo pelo indivíduo e seus direitos, coletivização forçada, tudo em nome do Estado, partido único e uso da violência como instrumento de ação política”. Por fim, Motta ressaltou que, atualmente, os maiores opositores dos regimes totalitários são liberais e conservadores. “Por isso a esquerda não perde nenhuma oportunidade de demoniza-los e difamá-los”, pontuou.

Confira a íntegra do programa desta sexta-feira, 5: