‘Personalidades criaram grave fenômeno de que há um presidente eleito nos EUA’, diz Guilherme Fiuza

Para o comentarista, é preciso esperar o fim das investigações sobre supostas fraudes nas eleições: ‘A lei está sendo atropelada por todos que declaram que Biden é o presidente’, afirma

  • Por Jovem Pan
  • 09/11/2020 21h13 - Atualizado em 09/11/2020 21h16
EFE/EPA/CHRIS KLEPONIS / POOLPresidente não reconheceu derrota para o democrata

Mesmo após Joe Biden ter sido eleito o próximo presidente dos Estados Unidos, Donald Trump ainda se recusa a reconhecer a vitória do concorrente. De acordo com ele, as eleições de 2020 foram fraudadas a favor dos democratas, e sua campanha vai mover ações judiciais para contestar os votos que Biden recebeu. Os presidentes do MéxicoBrasil, Rússia, China e Coréia do Norte não se pronunciaram ainda sobre a vitória, e afirmaram que vão aguardar a confirmação. Outras nações, conhecidas por terem relações complicadas com os Estados Unidos, já reconheceram o democrata como presidente, como foi o caso da Arábia Saudita, de Cuba e do Irã. Personalidades como o ex-presidente Barack Obama também já parabenizaram Biden pelo novo cargo. Para o comentarista do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, Guilherme Fiuza, “não há um presidente eleito nos Estados Unidos”, e “essa sensação existe por causa de um fenômeno gravíssimo criado por grandes personalidades”.

“Há suspeitas de fraude. Não podemos afirmar que aconteceu porque está em investigação. O processo está aberto, não há um presidente eleito, não há certificação do resultado. Existem demandas por conta da campanha aparentemente derrotada pela primeira contagem, e já há um festival de indícios e as investigações estão abertas. A consagração do resultado se dará quando essa investigação for concluída. A gente fica com a sensação de que existe por causa de um fenômeno gravíssimo que está se passando e partiu de grandes personalidades. A que mais me chamou atenção foi o ex-presidente Barack Obama, declarando que Biden era o novo presidente no meio do processo, quando o resultado estava sendo dado em projeções. Obama declarou no grito que Biden era o novo presidente com projeções, não tenho nenhum prazer em dizer isso aqui, é um arrepio da democracia, e ele foi seguido pela imensa maioria da grande imprensa americana, que hoje presta vassalagem ao que Obama representa. A lei está sendo atropelada por todos que declaram que Biden é o presidente. Ele pode vir a ser, mas não é o presidente dos EUA”, afirmou Fiuza.

A também comentarista e ex-jogadora de vôlei Ana Paula Henkel disse que é necessário esperar o fim das batalhas judiciais abertas pela campanha de Trump, e também a eleição do Colégio Eleitoral, que irá ocorrer no dia 14 de dezembro. “Eu acho que temos que aguardar. Se existiram fraudes que podem ser comprovadas, temos que aguardar. Alguém que diga o que sabe que vai acontecer está mentindo, é uma situação histórica e inusitada nos EUA, temos que aguardar o fim dessas batalhas”, afirmou.

Assista ao programa na íntegra: