‘Querem levar bandeira do racismo para trazer violência’, diz Ana Paula sobre protestos por João Alberto

Para a comentarista, ‘existe uma tentativa de importar o movimento dos EUA que ocorreu após a morte de George Floyd’; Augusto Nunes vê os protestos violentos e a depredação como ‘oportunismo’

  • Por Jovem Pan
  • 24/11/2020 20h18 - Atualizado em 24/11/2020 20h37
Youtube/Jovem PanAugusto Nunes, José Maria Trindade e Ana Paula Henkel

Diversas cidades registraram nos últimos dias protestos antirracistas e contra a morte de João Alberto, que foi assassinado por dois seguranças de uma unidade do supermercado Carrefour em Porto Alegre na última quinta-feira, 19. Em São Paulo, um grupo de manifestantes invadiu, depredou e ateou fogo em uma unidade da rede. Dentro do estabelecimento, os participantes do ato quebraram vidraças, danificaram escadas rolantes e derrubaram vários produtos das prateleiras. Em Porto Alegre, após um início pacífico do ato, um grupo de cerca de 50 pessoas tentou invadir o supermercado, e foi recebido com bombas de gás lacrimogênio pela Polícia Militar. Uma pessoa, no entanto, conseguiu invadir o pátio e colocou fogo em alguns materiais. Para os comentaristas do programa Os Pingos nos Is, da Jovem Pan, há uma tentativa de importar as manifestações que ocorreram nos Estados Unidos depois do assassinato de George Floyd.

“Existe uma tentativa de trazer esse movimento para o Brasil levando não apenas a desculpa, a bandeira do racismo, para trazer violência para as cidades, mas uma agenda marxista, de violência, que enaltece justamente o racismo. Hoje em dia, se você chama todo mundo de racista, homofóbico, nazista, ninguém é”, afirmou a ex-jogadora de vôlei Ana Paula Henkel. “Dentro das eleições do Brasil vai ter muito político se agarrando nessa agenda para literalmente tacar fogo no Brasil, porque existe a importação da violência também. Não são vidas negras que importam, mas sim vidas negras que possam ser usadas para agendas políticas e ideológicas, como acontece nos Estados Unidos”, continuou a comentarista. Já para Augusto Nunes, a reação com violência nunca é positiva. “Você não pode reagir com violência a qualquer ato de violência. Você precisa reagir com um ato civilizado. Quando entra o quebra-quebra é oportunismo. Esse negócio de manifestação violenta contra um ato de violência extrema, iguala todo mundo”, disse o comentarista.

Assista ao programa na íntegra: