Arthur Weintraub critica popularidade de Lula: ‘Esquecem o que aconteceu no mensalão’

Em entrevista ao Pânico, o ex-assessor do presidente falou sobre a saída do governo ao lado do irmão, Abraham Weintraub: ‘Ficamos com o sistema contra nós, o centrão não gosta e a esquerda também’

  • Por Jovem Pan
  • 03/12/2021 16h11
Reprodução?PânicoArthur Weintraub foi o convidado do programa Pânico desta sexta-feira, 3

Nesta sexta-feira, 3, o programa Pânico recebeu o ex-assessor do presidente Jair Bolsonaro, Arthur Weintraub. Em entrevista, ele criticou a repercussão da participação do ex-presidente Lula no podcast Podpah entre os jovens. “É o que a gente tá vivendo. Sou professor da Unifesp. Há sete anos, estava dando aula de direito para o curso de contabilidade. Estava falando alguma coisa sobre concursos para mulheres em penitenciárias femininas. Uma aluna de contabilidade levantou e falou que não tem diferenças biológicas entre homens e mulheres. Essa é a escola de Frankfurt. Quando o Lula fala ‘antes de mim não tinha nada’, ele quer tirar a referência de tudo. A referência é ele e o partido. Isso é manjado. A pessoa, às vezes, tem defesas socialistas e ela não sabe o que é. Vai sendo feito uma lavagem cerebral e tem gente que vai cair. Vai ter gente que vai esquecer o que aconteceu no mensalão e no petrolão, mas tem gente que não vai esquecer.”

Ex-assessor da Presidência da República, Weintraub falou sobre especulações em relação a sua saída do governo ao lado do irmão Abraham Weintraub, ex-ministro da Educação. “A gente nunca brigou com o presidente, saímos do governo faz um ano e meio. Já nos posicionamos algumas vezes, o presidente foi eleito e tem o direito a escolher a estratégia dele. A gente não consegue fazer certas estratégias, não vamos tecer comentários contra. Ficamos com o sistema contra nós, o centrão não gosta e a esquerda também. Mas é o nosso estilo. Eu e meu irmão não somos políticos. A gente entrou nessa e está desde 2017 com o Bolsonaro. A gente entrou nessa para ser técnico. As coisas foram acontecendo, e a gente se expondo. Não queremos entrar em uma situação dessa para ter carreira, queremos é ter um país que possamos ficar.”

Confira na íntegra a entrevista com Arthur Weintraub: