João Roma rebate críticos do Auxílio Brasil: ‘Programas de renda não são bandeiras de partido’

Em entrevista ao Pânico, ministro da Cidadania definiu a reformulação do Bolsa Família como ‘transformadora conquista do povo brasileiro’

  • Por Jovem Pan
  • 10/08/2021 16h43
Foto: ANTONIO MOLINA/FOTOARENA/FOTOARENA/ESTADÃO CONTEÚDOJoão Roma, atual ministro da Cidadania, foi o convidado do programa Pânico desta terça-feira, 10

Nesta terça-feira, 10, o programa Pânico recebeu João Roma, sucessor de Onyx Lorenzoni no Ministério da Cidadania. Em entrevista, o deputado federal eleito pelo Republicanos, na Bahia, esclareceu rumores sobre a politização da reformulação do Bolsa Família, renomeado como Auxílio Brasil. “Sem nenhum demérito do processo eleitoral, a transformação desse programa vai muito além de eleições. Nós estamos buscando uma efetiva ajuda para o povo brasileiro mudar sua realidade de vida. Ele vai ter uma melhoria de qualidade de vida e não vai ficar limitada. É uma evolução e, sem dúvida nenhuma, um momento transformador que terá ótimas consequências para a sociedade brasileira. Já está muito claro que os programas de renda não são bandeiras de nenhum partido, são conquistas do povo brasileiro.”

Roma explicou sobre os planejamentos que estão sendo feitos para que o Auxílio Brasil não impacte negativamente na economia brasileira já que, segundo ele, deve ser aumentado em até 50% o valor médio mensal que as famílias contempladas recebem. “O principal diferencial é que esse programa vá além de uma rede de proteção, mas que ofereça para a população trilhas de emancipação. O valor atual do ticket médio do programa de transferência de renda é 189 reais. Há um esforço para que se ajuste esse valor. A medida provisória que enviamos para o Congresso ontem não trata sobre valores. O programa quando iniciou tinha o ticket menor, mas vamos ajustando conforme o tempo. Para execução ainda esse ano, vamos ter um reajuste nesse ticket médio do Bolsa Família de cerca de 50%, vai chegar perto dos 300 reais. A PEC do precatório é uma medida que não tem correlação direta com o benefício. Tem muita gente achando que o precatório é para viabilizar o programa social, quando já existem recursos em execução para o programa. O que se visa com a PEC do precatório é criar um escalonamento para que haja uma previsibilidade no Estado brasileiro.”

João Roma declarou também quais são suas expectativas para as eleições de 2022. Ele, que pretende se candidatar para o cargo de deputado federal, acredita que Lula e Jair Bolsonaro são figuras consolidadas para o próximo pleito, independente da terceira via. “É muito difícil criar um líder nacional em tão pouco tempo. Você não está vendo reverberar outro movimento que consiga fazer frente a essas duas placas tectônicas que devem se apresentar ano que vem. É claro que dois blocos se consolidam, e cada vez que esses blocos ficam consolidados se torna cada vez mais claro. Ciro Gomes vai ser consumido com a candidatura de Lula, assim como qualquer movimento do centro. A gente tem que superar a pandemia e o povo quer saber de providências. Em 2022 cada um pega sua bandeira e decide o que vai ser melhor para o eleitor. Eu não tiro chapéu pro Ciro porque ele está buscando se aproveitar de uma narrativa, buscando um outro espectro. Se Lula sair de cena, imediatamente ele vai buscar apoio do PT para se consolidar como candidato de esquerda. Essa narrativa dele não engana ninguém.”

Confira na íntegra a entrevista com João Roma: