‘Sempre me senti um zero à esquerda; meu maior passo foi me aceitar’, diz Dilera

Em entrevista ao Pânico, influencer revela que usou o humor para lidar com o diagnóstico da síndrome de Tourette

  • Por Jovem Pan
  • 11/11/2020 15h13 - Atualizado em 11/11/2020 15h19
Imagem: Reprodução/Instagram @dileraoficialInfluencer Dilera acumula mais de 519 mil inscritos em seu canal no YouTube e quase 400 mil seguidores na Twitch

Em entrevista ao programa Pânico nesta quarta-feira, 11, o streamer Dilera, que viralizou na internet após gravar vídeos explicando a síndrome de Tourette, ressaltou a importância do humor durante seu processo de aceitação. “As pessoas desenvolvem a síndrome dos seis aos nove anos de idade, mas eu só fui diagnosticado aos vinte. Além de Tourette, eu tenho síndrome do pânico e fui abusado sexualmente quando criança. Sempre me senti um zero à esquerda. Não me aceitava por conta das síndromes. O maior passo que dei até hoje foi me aceitar e saber zoar comigo mesmo”, contou. O influenciador, que tem mais de 519 mil inscritos em seu canal no YouTube e quase 400 mil seguidores na Twitch, revelou que começou no streaming de videogame por conta de uma ameaça. “Um amigo meu me falou: ‘mano, é o seguinte, se você não começar a fazer lives eu vou botar fogo na sua tia’. Assim eu tive que começar a fazer. Ele me cobrou porque dizia que eu falava de um jeito legal sobre a Tourette.”

A síndrome de Tourette é um distúrbio neuropsiquiátrico caracterizado por múltiplos tiques, motores ou vocais, envolvendo assim movimentos repetitivos ou sons indesejados. Tiques como piscar, franzir a testa, balançar a cabeça, contrair os músculos ou até mesmo xingar e fazer gestos obscenos involuntariamente podem ser manifestados pelo transtorno. Suas causas ainda são desconhecidas. “Os impulsos são involuntários, mas conforme você vai amadurecendo, aprende a controlar e lidar com a situação. Já sinto quando os tiques vão acontecer, me controlo na medida do possível, mas não consigo deixar de fazer. O máximo que eu consigo é canalizar para que eles aconteçam de maneira mais contida. Aqui, por exemplo, para não gritar, eu estou apertando muito a minha mão”, afirmou Dilera durante a entrevista. “Desde que eu comecei a viralizar, muitas pessoas me procuraram falando que não sabiam que também tinham essa síndrome, mas descobriram me vendo. Hoje o meu papel é levar informação”, concluiu.

Confira a entrevista com o influencer Dilera: