Soninha Francine sobre a Cracolândia: ‘Tráfico mantém pessoas ali’

Vereadora, que foi a entrevistada do Pânico nesta quinta-feira (24), citou possíveis soluções para dependentes químicos em situação de rua

  • Por Jovem Pan
  • 24/09/2020 14h08 - Atualizado em 24/09/2020 14h13
HÉLVIO ROMERO/ESTADÃO CONTEÚDOSoninha foi a entrevistada do programa Pânico nesta quinta-feira (24)

A vereadora Soninha Francine (CIDADANIA) foi a entrevistada do Pânico, da Jovem Pan, nesta quinta-feira (24), e falou sobre alternativas à Cracolândia, ponto de uso da droga localizado na região central de São Paulo e que deverá nortear os principais projetos políticos da campanha eleitoral à prefeitura deste ano. Para Soninha, o único consenso no debate sobre os usuários de crack é que o tema é complexo. “Tem gente que acha que é simples, só ir lá com a polícia resolver. Mas não é assim porque o tráfico está operando. O que mantém as pessoas ali é o acesso à pedra, elas não estão lá porque tem marmitex”, afirmou.

A parlamentar, que foi casada por seis anos com uma pessoa que esteve em situação de rua por mais de 20 anos, disse que discutir soluções para a Cracolândia é difícil porque há muita informação desencontrada. “Tem bandido lá, mas em volta tem 2 mil pessoas com diversos problemas. Cada vez que baixa operação policial lá, um monte de pessoas que não estão envolvidas [no tráfico de drogas] se machucam”, ponderou. Soninha também falou da internação compulsória. “É um dos recursos possíveis, mas cada pessoa tem seu caminho terapêutico, então muitos que estão na Cracolândia podem não precisar de internação”, explicou.

Soninha citou o método housing first como uma medida que poderia ser aplicada aos usuários da Cracolândia. “Primeiro, você arruma um lugar para a pessoa ficar. Não é dar moradia para o usuário de drogas, é oferecer um acolhimento para tirar a pessoa da rua, é dar uma oferta”, disse a vereadora explicando