Para Holiday, movimentos como o Black Lives Matter criam ‘ódio em relação ao branco’

Coordenador nacional do MBL e vereador da cidade de SP participou do Pânico nesta terça-feira, 22

  • Por Jovem Pan
  • 22/09/2020 14h48 - Atualizado em 22/09/2020 14h50
Johnny Drum/Jovem PanFernando Holiday (Patriota) é candidato à reeleição para vereador em São Paulo

Fernando Holiday (Patriota), coordenador nacional do MBL e vereador da cidade de São Paulo, participou do programa Pânico nessa terça-feira, 22, e comentou sobre o movimento Black Lives Matter e sobre o programa de trainee somente para negros anunciado pelo Magazine Luiza. “Eu acho que o movimento está se tornando cada dia mais o que era os Black Panthers, principalmente depois da morte de Martin Luther King, que é um grupo que passa a defender a supremacia negra que se resume à ideia de que, pelos negros terem sofrido na escravidão, agora eles devem ser tratados acima de qualquer outro cidadão para haver uma espécie de compensação histórica. Está se criando um ódio em relação ao branco, como se fosse ajudar o negro, e não vai. O racismo lá se torna mais intenso a cada dia e esses movimentos não estão ajudando com esses atos violentos”, disse.

“[Sobre a Magazine Luiza] Acredito que há um reforço do racismo, e ele é pior do que o que já existe nas cotas raciais nas universidades, aqui estamos falando de um programa exclusivamente para pessoas negras. Isso significa que outras empresas também deverão ter esse programa. Alguém responsável por dizer se você é branco ou negro é o que o Apartheid fazia na África do Sul e é tudo aquilo que o movimento negro repudiou e agora aceita em prol de uma narrativa, que é a dívida histórica”, completou. Para Holiday, a forma mais efetiva de ajudar os jovens negros é incentivar a formação em periferias, sem distinção de cor. “Assim você está atingindo o problema real.”

Candidato à reeleição para vereador, Holiday informou que pretende espelhar seu segundo mandato no primeiro. “Por exemplo, uma das coisas que eu consegui aprovar foi a quebra de monopólio estatal na poda de árvore. Hoje, a iniciativa privada pode podar, algo que não podia antes. Para o segundo mandado eu pretendo fazer o mesmo para o tapa buracos”, completou.