Fabricantes e companhias aéreas disputam o pioneirismo no mercado de ‘carros voadores’

Previsão é que os veículos elétricos de pouso e decolagem vertical comecem a operar a partir de 2025; Embraer, Toyota, Hyundai, Airbus e Lilium estão entre as desenvolvedoras dos novos modelos

  • Por Jovem Pan
  • 12/08/2021 10h28 - Atualizado em 12/08/2021 10h34
Divulgação / EmbraerExtremamente tecnológicos, os veículos elétricos são silenciosos, seguros e sofisticados

A mobilidade aérea está sendo transformada e nos próximos anos teremos mais do que aviões e helicópteros nos céus. Os veículos elétricos de pouso e decolagem vertical (eVTOL) podem até ser popularmente chamados de carros voadores, mas são muito mais do que isso no conceito e na prática. Extremamente tecnológicos, os veículos elétricos são silenciosos, seguros e sofisticados. Alguns modelos têm múltiplos propulsores e são autônomos, exigindo pouca ou nenhuma interação do piloto durante o voo. A brasileira Embraer apresentou um modelo eVTOL, que, embora ainda não tenha saído das pranchetas, já tem encomenda de diversas empresas. A empresa já negocia com empresas africanas e asiáticas o fornecimento desses veículos e também o desenvolvimento de programas de mobilidade aérea e urbana. A companhia brasileira disputa mercado com outras fabricantes, como Toyota, Hyundai, Airbus e Lilium. Essa última, aliás, é parceira da companhia aérea Azul, que quer ser pioneira com o eVTOL no Brasil. 

O presidente da Azul, John Rodgerson, detalhou em entrevista ao Sociedade Digital, da Jovem Pan, os planos da companhia. “Nós podemos ir para mais cidades, abrir mais rotas. Todo paulistano já pegou a Rodovia Imigrantes e ficou preso indo para o Litoral alguma vez. Imagine fazer essa viagem em 20 minutos, muito mais seguro e muito mais silencioso também. Isso abre oportunidade para fazer muito mais coisas”, disse. Ele aposta na rápida adoção do transporte aéreo e sugere que o preço dos eVTOLs serão mais acessíveis do que dos helicópteros. A previsão é que os carros voadores comecem a operar a partir de 2025.

*Com informações de Carlos Aros