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Temperaturas elevadas aumentam em 50% risco de morte de idosos, aponta estudo da Fiocruz 

Levantamento aponta que a exposição a temperaturas superiores a 40ºC por um período de quatro horas ou mais pode elevar em 50% o risco de morte por doenças como hipertensão, diabetes e Alzheimer entre a população idosa

ia samy

idosa de perfil olhando para fora da janela com olhar pensativo
Alzheimer, idosos, colesterol Reprodução/Pixabay

Um levantamento realizado pela Fiocruz aponta que a exposição a temperaturas superiores a 40ºC por um período de quatro horas ou mais pode elevar em 50% o risco de morte por doenças como hipertensão, diabetes e Alzheimer entre a população idosa. A pesquisa, que abrangeu 466 mil registros de óbitos naturais no Rio de Janeiro entre 2012 e 2024, revelou que 12 das 17 causas de morte analisadas apresentaram aumento significativo em condições de calor extremo. No Rio de Janeiro, as temperaturas podem alcançar até 43ºC, o que pode levar à adoção de medidas como a suspensão de atividades ao ar livre. A pesquisa introduziu a nova métrica chamada “Área de Exposição ao Calor” (AEC), que avalia o tempo de exposição ao calor e sua relação com a mortalidade, especialmente entre os grupos mais vulneráveis da sociedade.

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Um caso emblemático mencionado no estudo foi a onda de calor que ocorreu em novembro de 2023, quando o índice de calor ultrapassou 44ºC por um período de oito horas. Esse evento resultou em um recorde de AEC e, no dia seguinte, foram registradas 151 mortes de idosos. O pesquisador João Henrique de Araujo Morais enfatiza a necessidade de implementar políticas públicas que visem proteger as populações em risco, como trabalhadores que ficam expostos ao sol e outros grupos vulneráveis. O protocolo de calor estabelecido no Rio de Janeiro inclui medidas como a criação de pontos de hidratação e a suspensão de atividades consideradas de risco em situações críticas.

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Publicado por Sarah Paula

*Reportagem produzida com auxílio de IA

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