Pais de PM morta se revoltam com aposentadoria de tenente-coronel: ‘Para a minha filha, sobrou o caixão’
Geraldo Leite Rosa Neto deve passar a receber cerca de R$ 21 mil com o benefício concedido pela PM-SP
Os pais da policial militar Gisele Alves Santana, morta por um tiro na cabeça pelo marido, o tenente-coronel Geraldo Leite Rosa Neto, se manifestaram sobre a aposentadoria concedida a Neto pela Polícia Militar de São Paulo (PM-SP) nesta quinta-feira (2). “Para aposentar ele, foi rápido. Para a minha filha, sobrou o caixão”, disse o pai de Gisele.
Na declaração dos pais da PM sobre o benefício concedido, o pai afirma que toda a situação é uma injustiça. “Você acha justo toda a população do estado de São Paulo pagar a aposentadoria para um monstro desses? Um covarde que matou sua mulher porque ela disse não para ele”, disse o pai.
A mãe de Gisele complementou a indignação. “É muito revoltante ver um assassino desses se aposentar e tão rápido, é muito triste”, finalizou.
Pedido de aposentadoria concedido
A decisão da aposentadoria foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta quinta-feira, por meio de uma portaria de inatividade.
O tenente-coronel recebia cerca de R$ 28 mil brutos, o equivalente a aproximadamente R$ 15 mil líquidos. Segundo estimativas da Jovem Pan, na aposentadoria, ele deve passar a receber cerca de R$ 21 mil brutos, com rendimento líquido estimado entre R$ 15 mil e R$ 18 mil.
A Secretaria de Segurança Pública (SSP) deu entrada, na segunda-feira (30), em um procedimento que pode terminar na expulsão de Geraldo Neto.
A defesa do tenente-coronel afirmou que a aposentadoria foi uma decisão de caráter pessoal. “Apenas uma decisão particular do meu constituinte, após ter cumprido sua missão na salvaguarda dos cidadãos”, afirmou, em nota.
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