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EUA realizam novo ataque contra barco no Caribe e matam três pessoas

Sob ordem de Donald Trump, ação é a 16ª em pouco mais de um mês e intensifica a tensão com países latino-americanos e a ONU, que classifica as operações como 'execuções extrajudiciais'

Nicolas Robert

Forças Armadas dos Estados Unidos realizam um novo ataque a uma embarcação no Mar do Caribe
Forças Armadas dos Estados Unidos realizam um novo ataque a uma embarcação no Mar do Caribe Reprodução / X / @SecWar

As Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram um novo ataque a uma embarcação no Mar do Caribe neste sábado (1º)Forças Armadas dos Estados Unidos realizaram um novo ataque a uma embarcação no Mar do Caribe neste sábado, resultando na morte de três pessoas a bordo. A informação foi confirmada pelo secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, que afirmou que a embarcação era operada por uma organização de narcotráfico.

A operação, ordenada pelo presidente Donald Trump, ocorreu em águas internacionais e foi a 16ª do tipo em um período de pouco mais de um mês. Desde o início da ofensiva militar em setembro, que também inclui ações no Oceano Pacífico, o número de mortos em bombardeios a supostos barcos de traficantes subiu para 64.

Hegseth publicou em suas redes sociais um vídeo que supostamente mostra o momento do ataque. Segundo ele, o barco era conhecido por seu envolvimento em rotas de contrabando e nenhum militar americano ficou ferido na ação. O governo americano classifica os alvos como “narcoterroristas” e os compara a organizações como a Al Qaeda, afirmando que a campanha visa impedir a entrada de drogas no país.

A escalada das operações tem gerado fortes críticas internacionais. A Organização das Nações Unidas (ONU) pediu o fim dos ataques, com o alto comissário para os Direitos Humanos, Volker Türk, classificando-os como “execuções extrajudiciais”. Governos como o da Venezuela e da Colômbia também condenaram publicamente as ações americanas.

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A Venezuela acusa Washington de usar o combate ao narcotráfico como pretexto para uma tentativa de desestabilizar o regime de Nicolás Maduro. A versão oficial dos EUA também é questionada por dados da própria ONU, que indicam que o fentanil, droga que mais causa overdoses nos EUA, entra no país principalmente através da fronteira com o México.

A crise diplomática pode se agravar, já que o presidente Donald Trump não descarta a possibilidade de realizar ataques a alvos terrestres em países como Venezuela e Colômbia, embora tenha negado que tais ações estejam sendo preparadas no momento.

Veja publicação de Pete Hegseth:

 

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