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Dois policiais franceses são indiciados e presos por estupro em tribunal de Bobigny

Vítima, uma jovem de 26 anos, estava no tribunal devido a um caso envolvendo 'descumprimento de obrigações legais por parte de um dos pais, que comprometiam a saúde, segurança, moralidade ou educação de um filho'

Sarah Américo

frança
frança Rafael Garcin/Unsplash

Dois policiais franceses foram indiciados e colocados em prisão preventiva neste sábado (1º), após serem acusados de estuprar uma mulher nas dependências do tribunal de Bobigny, nos arredores de Paris. O caso, que gerou grande comoção, foi confirmado pela procuradora de Paris, Laure Beccuau. Os dois agentes de polícia, de 35 e 23 anos, são processados por estupro e agressão sexual, crimes cometidos por abuso de autoridade, segundo o Ministério Público. A vítima, uma jovem de 26 anos, estava no tribunal devido a um caso envolvendo “descumprimento de obrigações legais por parte de um dos pais, que comprometiam a saúde, segurança, moralidade ou educação de um filho”, conforme explicou o promotor Éric Mathais.

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De acordo com o relato da vítima, os estupros ocorreram na noite de 28 para 29 de outubro, dentro do tribunal, enquanto ela estava sob custódia policial. Na quarta-feira, 1º de novembro, a mulher denunciou o crime, e os dois policiais foram detidos na quinta-feira (2). Os acusados admitiram ter tido relações sexuais com a jovem, mas alegaram que foram consensuais. O advogado de um dos policiais, Nogueras, defendeu que se tratava de uma “relação consentida”. No entanto, as autoridades não acreditam na versão apresentada pelos agentes e tratam o caso com grande seriedade.

O ministro do Interior, Laurent Nuñez, classificou os fatos como “extremamente graves e inaceitáveis” e afirmou que os dois policiais foram suspensos imediatamente de suas funções. A investigação segue em andamento, com o objetivo de esclarecer todos os detalhes do ocorrido e garantir que a justiça seja feita. Este caso lança um forte questionamento sobre a confiança nas forças de segurança e a conduta dos agentes em posições de autoridade.

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*Com informações da AFP

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