Novo comando das Forças Armadas divide opiniões entre oposição
O clima político em relação às instabilidades nas Forças Armadas Brasileiras melhorou com o anúncio dos novos comandantes, feito na quarta-feira, 31. Fontes dos bastidores políticos do planalto dizem que a apreensão se desfez, sobretudo com a chegada do general Paulo Sérgio Nogueira de Oliveira no comando do Exército. O novo general deve seguir a linha de trabalho de seu antecessor general Pujol. Essa é a opinião de vários interlocutores, como o seu colega de patente, general Paulo Chagas. “Tenho certeza que o Paulo Sérgio vai dar continuidade ao trabalho que vinha sendo feito. Eu entendo que as Forças mandaram os cinco mais antigos, porque o melhor critério para as Forças Armadas é sempre o critério da antiguidade, porque não tem nenhum outro tipo de viés”, disse.
No congresso, a fala é de que a escolha do general, que não era o favorito do presidente Jair Bolsonaro, reflete resistência da cúpula da instituição em politizar o ambiente do Exército. O deputado federal Major Vitor Hugo, líder do PSL na Câmara, parabenizou os novos comandantes. Até a oposição comemorou o nome. O deputado petista Paulo Teixeira disse que a nomeação afasta o terraplanismo das Forças Armadas. Já no senado, Jorge Kajuru trouxe questionamentos sobre a situação. “Vamos seguir vivendo em democracia? Essa dúvida foi alimentada na véspera do 31 de março, após a saída do ministro da Defesa e a troca de três comandantes das Forças Armadas, sem uma informação oficial do Executivo, que tem no comando um ex-capitão do Exército eleito por voto direito, o que não era permitido no regime militar”, argumentou. No executivo, o vice-presidente Hamilton Mourão, também vindo do Exército, desejou sucesso aos novos comandantes.
*Com informações do repórter Fernando Martins
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