Governo quer flexibilizar determinação de cumprimento da meta no orçamento de 2026
O governo tenta junto aos parlamentares da base fazer uma alteração no texto da Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) para retirar a determinação de que a elaboração da lei orçamentária anual de 2026 precise seguir a meta fiscal de superávit em R$34 bilhões. A alteração não significaria uma mudança na meta fiscal, mas uma brecha para que o governo não precise necessariamente encontrar espaço fiscal para a LOA.
O pedido, de acordo com deputados da base, seria para alterar o artigo 2, que prevê uma obrigação do LOA atingir uma previsão de superávit: “A elaboração e a aprovação do Projeto de Lei Orçamentária de 2026 e a execução da respectiva Lei, no que se refere aos Orçamentos Fiscal e da Seguridade Social, deverão ser compatíveis com a meta de superavit primário de R$ 34,2”, diz o texto.
A mudança no texto poderia ainda evitar que o Tribunal de Contas da União volte a cobrar do governo o cumprimento do centro da meta, dando mais garantia que de que a execução do orçamento possa seguir, por exemplo, a banda inferior da meta.
O texto da LDO, em conformidade com o arcabouço fiscal, prevê que a execução do orçamento pode cumprir os intervalos de tolerância para baixo, com superávit e déficit zero, ou para cima, com superávit de R$ 68 bilhões.
O ministério da Fazenda pretende enviar novos projetos de lei prevendo a recuperação de trechos da medida provisória derrubada pela Câmara dos Deputados, que taxava aplicações financeiras e gerava uma arrecadação de R$ 20 bilhões, além de uma economia de R$ 10 bilhões.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
Um deles concentraria as propostas para aumento de receitas, como aumento da taxação das Bets e das fintechs. O outro, traria os pontos de corte de despesas. Os textos ainda não foram encaminhados ao Congresso.
[jp-related-posts ids=”2070203,2070204″]