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Mulher é julgada na França por estuprar, torturar e matar adolescente

O assassinato de Lola, de 12 anos, causou uma tempestade política na França onde políticos enfatizavam que a acusada, Dahbia Benkired, era uma argelina em situação irregular

Fernando Keller

Mãe da criança Lola
FRANCE-JUSTICE-CRIME-TRIAL JULIEN DE ROSA / AFP

Um tribunal de Paris começou o julgamento, nesta sexta-feira (17), de uma mulher por estuprar, torturar e matar em 2022 uma adolescente de 12 anos, em um caso que chocou a França. O assassinato de Lola causou uma tempestade política na França, onde a extrema-direita e a direita enfatizavam que a acusada, Dahbia Benkired, era uma argelina em situação irregular. No início do julgamento, a mulher de 27 anos pediu “perdão a toda a família” de Lola. “É horrível o que fiz. Eu lamento”, disse ela em sua primeira declaração.

A mãe e o irmão da vítima, cujo pai faleceu em 2024, lhe pediram pouco antes que “dissesse toda a verdade e nada mais que a verdade, à toda a França” e à família. Os familiares da jovem vestiam camisetas com os dizeres: “Você foi o sol da nossa vida, será a estrela das nossas noites”, constatou um jornalista da AFP.

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O crime ocorreu em 14 de outubro de 2022, em um prédio no nordeste de Paris, onde os pais de Lola moravam e trabalhavam como zeladores e a irmã de Benkired também residia. As imagens das câmeras de segurança da residência mostraram a acusada se aproximando da adolescente de 12 anos quando ela chegava da escola.

Benkired obrigou a menina a acompanhá-la ao apartamento de sua irmã, onde a submeteu a atos sexuais, a agrediu com uma tesoura e um estilete e a asfixiou com fita adesiva, de acordo com a investigação. Em seguida, colocou o corpo em um baú e fugiu. Apesar de ter voltado ao apartamento, acabou sendo presa na casa de um amigo um dia depois.

O julgamento, que se prolongará por seis dias, tentará esclarecer a principal questão ainda não resolvida três anos e três dias após o assassinato: por que ela fez isso? Em um primeiro interrogatório policial, ela demonstrou sua irritação pela recusa da mãe de Lola em lhe dar um passe para desbloquear e usar os elevadores do prédio, onde morava com sua irmã.

Em seguida, ela acusou uma ex-companheira de ser a autora do crime. Os investigadores também apuraram suas crenças relacionadas à bruxaria, com base em suas pesquisas na internet.

*Com informações da AFP
Publicado por Fernando Dias

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