JOVEM PAN

Jovem Pan
TV Ao Vivo
Isso Não é Um Talk Show | 22h30 - 23h30
Notícias

Secretários estaduais de Fazenda defendem pagamento do auxílio emergencial por mais seis meses

Segundo Fonteles, a crise sanitária gera a crise econômica; por isso, as autoridades defendem a prorrogação do benefício assistencial

Caroline Hardt

Secretários estaduais de Fazenda pedem a manutenção do auxílio emergencial. Em carta assinada por 18 representantes e enviada ao Congresso nesta sexta-feira, 22, as autoridades defendem que o retorno do benefício assistencial é indispensável para mitigar os efeitos da segunda onda da Covid-19. O presidente do Comitê Nacional dos Secretários de Fazenda dos Estados e do Distrito Federal, Rafael Fonteles, disse esperar que a proposta seja apreciada pelo Congresso Nacional no mês de fevereiro, logo após as eleições na Câmara e no Senado.  “A expectativa é que em fevereiro o Congresso Nacional aprecie a matéria e prorrogue por seis meses esse auxílio emergencial, que foi fundamental e continua sendo fundamental para mitigar os efeitos sociais e econômicos gerados pela crise sanitária. A segunda onda é maior, portanto, os efeitos econômicos são até maiores”, disse em entrevista ao Jornal da Manhã, da Jovem Pan. Segundo Fonteles, a crise sanitária gera a crise econômica. Por isso, as autoridades defendem a prorrogação do benefício.

Ao ser questionado sobre o endividamento do país causado pela ampla abrangência do auxílio emergencial, o presidente explicou que o pagamento da ajuda impacta diretamente no consumo e, com isso, no aumento do Produto Interno Bruno (PIB) brasileiro. “O efeito do endividamento é inferior ao benefício econômico gerado, não só o benefício social. Esse recurso vira consumo e, portanto, tem impacto positivo no PIB. Logo, essa questão que o aumento desse gasto gera endividamento, ao nosso ver, não é válida, porque esse auxílio gera impacto positivo e a relação dívida-PIB fica controlada”, diz, citando que outros países do mundo fizeram atitudes semelhantes de postergar as ações fiscais pela segunda onda da pandemia.

[jp-related-posts ids=”1038068,1036838,1036351″]

Rafael Fonteles afirmou ainda que os governadores serão responsáveis por fazer a interlocução com o Congresso Nacional. Ele defendeu que, após o fim da pandemia, a aprovação das reformas estruturantes serão indispensáveis para “resolver os problemas econômicos do país”, sendo a reforma tributária a mais importante para “destravar o crescimento” do Brasil. No entanto, até pandemia termine, ele lembrou que a vacinação será o caminho para resolver a crise sanitária e econômica. “Como a segunda onda tende a ser maior e os efeitos maiores ainda, é necessário a prorrogação daquilo que já deu certo, que foram os auxílios, principalmente o auxílio emergencial.