Família de soldado israelense sepulta corpo devolvido pelo Hamas após dois anos de incerteza
Depois de dois anos de angústia e incerteza, os pais do soldado israelense Tamir Nimrodi puderam sepultá-lo nesta quinta-feira (16), após o corpo do jovem ser devolvido pelo Hamas como parte do mais recente acordo de cessar-fogo entre Israel e o grupo palestino, mediado pelo presidente americano Donald Trump. Nimrodi tinha 18 anos quando foi sequestrado em 7 de outubro de 2023, durante o ataque do Hamas a Israel. Ele servia em uma base militar próxima à passagem de Erez, na fronteira com Gaza, quando foi capturado.
Desde então, era um dos poucos reféns sem qualquer prova de vida. O corpo do soldado foi repatriado na terça-feira (14) e enterrado no cemitério militar de Kfar Saba, no centro de Israel. A cerimônia teve honras militares e contou com a presença de familiares, colegas de farda e autoridades.
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Visivelmente emocionado, o pai do soldado, Alon Nimrodi, fez um discurso de despedida. “Quantas vezes falei de você, quantas vezes contei sua história, quantas vezes gritei… e agora não encontro palavras”, disse, ao lado do túmulo. Ele lembrou ainda o momento do sequestro: “Depois que os monstros te levaram, eu disse à sua mãe: ‘É melhor que o tenham levado e não o matado’. Como eu estava enganado.”
Segundo relatos da mãe, Tamir foi capturado desarmado e de pijama, tendo conseguido apenas enviar uma breve mensagem sobre o lançamento de foguetes antes de ser levado junto com outros dois soldados. Desde o sequestro, a família participou de manifestações e campanhas públicas cobrando do governo israelense prioridade na libertação dos reféns. Durante o enterro, o pai fez um apelo direto às autoridades: “Vocês têm a responsabilidade de fazer tudo o que for possível até que o último refém retorne.”
De acordo com o Exército israelense, o Hamas e grupos aliados ainda mantêm os restos mortais de 19 reféns em Gaza. No ataque de outubro de 2023, 251 pessoas foram sequestradas e levadas para o enclave; a maioria foi libertada em três acordos de trégua firmados desde então.
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*Com informações do Estadão Conteúdo