Cidades do ABC contrariam decisão estadual e adiam volta às aulas presenciais
O consórcio que reúne as sete prefeituras do ABC Paulista definiu, nesta terça-feira, 12, que nenhuma escola da região vai retomar as aulas presenciais no dia 1º de fevereiro, como planeja o governo de São Paulo. O retorno nas escolas de Santo André, São Bernardo do Campo, São Caetano, Diadema, Mauá, Ribeirão Pires e Rio Grande da Serra vai depender da vacinação contra a Covid-19, prevista para o dia 25 deste mês. Caso a data seja cumprida, a expectativa dos prefeitos do ABC Paulista é de que as aulas presenciais sejam retomadas no dia 18 de fevereiro, na rede particular. Já as atividades na rede pública voltariam apenas no dia 1º de março.
Em caso de atraso no início da vacinação ou de reclassificação da região no Plano São Paulo, uma nova assembleia dos prefeitos será convocada e as novas datas serão definidas. O presidente do Consórcio ABC e prefeito de Santo André, Paulo Serra, diz que as escolas estão se preparando para receber os alunos. ” A principal deliberação é o retorno das aulas no final do mês de fevereiro para a rede privada, início de março para a rede pública atrelado ao início da vacinação. Essa é uma decisão importante para que nao haja prejuízo pedagógico para os alunos, mas que também todo esse retonro seja feito com segurança”, afirmou. Para o futuro retorno do ensino presencial, serão seguidos os protocolos sanitários e de segurança que constam da fase amarela do Plano São Paulo, incluindo controle de público, rodízio de alunos e distanciamento social.
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Em nota, a Secretaria da Educação do Estado de São Paulo lamentou o posicionamento do Consórcio Intermunicipal do Grande ABC. Segundo a entidade, os prefeitos “esqueceram de contabilizar os riscos diversos atrelados ao atraso educacional e à saúde emocional e mental de crianças e adolescentes”. A secretaria também afirma que “não foi comunicada sobre a decisão e, por não existir um decreto publicado oficialmente, desconhece quais foram os critérios que nortearam a determinação” e completa dizendo que “tomará as medidas judiciais cabíveis caso não haja justificativa epidemiológica”.
*Com informações da repórter Letícia Santini
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