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‘Vira-latas queriam que eu rastejasse atrás de Trump’, diz Lula

Na Bahia, presidente comentou sobre aproximação do governo brasileiro com o americano, após longo período de tensão entre os dois países

Felipe Cerqueira

Lula em Cerimônia de anúncios para o Estado da Bahia
lula-bahia Ricardo Stuckert/PR

O presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) tem intensificado sua retórica contra aliados do ex-presidente Jair Bolsonaro que atuam nos Estados Unidos, os quais defendem medidas econômicas contra o governo brasileiro e autoridades do país. Isso ocorre em meio a um diálogo diplomático confirmado e considerado “positivo” entre Brasil e Estados Unidos, indicando um avanço nas relações bilaterais. De acordo com o Itamaraty, o ministro das Relações Exteriores do Brasil, Mauro Vieira, e o secretário de Estado dos EUA, Marco Rubio, tiveram um diálogo construtivo sobre a agenda bilateral.

Esse intercâmbio levou ao acordo de que equipes de ambos os governos se reunirão em Washington em data ainda a ser definida. O objetivo principal dessa reunião futura é tratar e desenvolver ainda mais as questões econômicas e comerciais entre as duas nações, uma diretriz estabelecida pelos dois presidentes, e negociar o alívio ou fim da tarifa de 50% imposta pelos EUA a produtos brasileiros.

Durante entrevista a uma rádio na Bahia, na quinta-feira (9), o presidente expressou confiança nas negociações em andamento conduzidas por Vieira e Rubio. Ele também utilizou discurso público no estado nordestino para enfatizar sua crença na retomada de relações sólidas com os Estados Unidos. Lula notavelmente criticou aqueles que ele chamou de “vira-latas” (termo pejorativo para indivíduos percebidos como tendo um complexo de inferioridade em relação a nações estrangeiras) que, segundo ele, desejavam que ele “rastejasse atrás do governo americano” quando Donald Trump adotava um tom duro contra o Brasil.

Quando o presidente Trump resolveu gritar com o Brasil, os vira-latas desse país queria que eu rastejasse atrás do governo americano. E eu aprendi com uma mãe analfabeta: ‘Não baixe a cabeça nunca’. Se o pobre baixar a cabeça, eles colocam uma cangaia e você nunca mais consegue levantar a cabeça. E o que aconteceu? O presidente Trump, que parecia o inimigo número um, me telefona segunda-feira e diz: ‘Lulinha, pintou uma química entre nós, vamos conversar, vamos discutir’.”

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O Departamento de Estado dos EUA corroborou a natureza positiva da conversa entre o secretário Rubio e o chanceler Vieira. Esse parente progresso diplomático segue os elogios do ex-presidente Trump a Lula na Assembleia Geral das Nações Unidas em setembro, o que é visto como um passo significativo no relacionamento entre Brasil e EUA. Por outro lado, a oposição acredita que a postura incisiva de Marco Rubio contra governos de esquerda na América Latina mostram que o Palácio do Planalto não terá vida fácil nas negociações com a Casa Branca.

*Com informações de André Anelli

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*Reportagem produzida com auxílio de IA

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