Dólar cai com formação de aliança no Pacífico e esperança com vacina; Bolsa passa dos 106 mil pontos
O mercado financeiro começou a semana com bom humor, impulsionado pela formação do maior acordo comercial do mundo entre os países do Pacífico e a divulgação de que a vacina contra o novo coronavírus da farmacêutica Moderna alcançou 94,5% de eficácia. Seguindo o entusiasmo estrangeiro, a Bolsa de Valores brasileira opera em forte alta. Próximo das 11h40min, o Ibovespa, o principal índice da B3, operava aos 105.749 pontos, com avanço de 1%. No pico do dia, o indicador chegou a superar os 106 mil pontos. Este foi o maior resultado da Bolsa brasileira desde 4 de março, quando fechou aos 107.224 pontos. Já o câmbio segue o caminho oposto e sofre forte queda nesta segunda. O dólar apresentava recuo de 1,17% no fim desta manhã, cotado a R$ 5,411. Na mínima, a moeda norte-americana chegou a R$ 5,367, e na máxima bateu 5,426. Na semana passada, a divisa fechou estável, com alta de 0,07%, a R$ R$ 5,475.
Boa parte das boas notícias desse início de semana vem da Ásia. Quinze países da região do Pacífico, incluindo a China, Japão e Austrália, assinaram nesta segunda-feira a Parceria Econômica Regional Abrangente (RCEP, na sigla em inglês). A aliança é o maior acordo de livre-comércio da história, com uma população de aproximadamente 2 bilhões de pessoas e mais de 30% do Produto Interno Bruto (PIB) global. Além disso, a China divulgou o avanço de 6,9% da sua indústria em outubro, na comparação com o mesmo mês em 2019. O resultado informado pelo Escritório Nacional de Estatísticas da China (NBS, na sigla em inglês) está acima do projetado pelos analistas de mercado e consolidam a retomada da recuperação do gigante asiático após a pandemia da Covid-19.
A notícia de que a Moderna desenvolveu um imunizante contra o novo coronavírus com eficácia de 94,5% também estimula os mercados, em contraste com a manutenção de medidas de isolamento social impostas na Europa e o avanço da segunda onda da pandemia nos Estados Unidos. O imunizante está na terceira fase dos testes clínicos, a última antes do aval das agências reguladoras para ser aplicada na população. Na semana passada, a Pfizer também mostrou dados preliminares que indicam 90% de eficácia do seu imunizante produzido em parceria com a BioNTech. Agora, os dois imunizantes são cotados para uso emergencial nos Estados Unidos já em dezembro com 60 milhões de doses disponíveis.
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Já no noticiário local, os investidores ainda analisam os resultados dos pleitos municipais deste domingo e qual a extensão dos resultados nos negócios. Mais do que os candidatos eleitos, o mercado está na expectativa da retomada das votações no Congresso de pautas ditas como fundamentais para a estruturação da economia, como a segunda etapa da reforma tributária, além da da definição do orçamento para 2021 — que geralmente é votado no mês de setembro —, e dos gatilhos ao teto de gastos distribuídos nas PECs Emergencial e do Pacto Federativo. Na semana passada, líderes do governo no Congresso e membros da equipe econômica afirmaram que as tratativas com os deputados e senadores para destravar as discussões seriam retomadas após as eleições do primeiro turno.