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Demitida por ser ‘velha’, mulher de 57 anos recebe indenização de R$ 112 mil

Caso aconteceu nos Estados Unidos em 2017 e ganhou apoio da Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego

Flávia de Souza Matos

Os donos de dois supermercados no condado de Palm Beach, no sul da Flórida, deverão pagar US$ 20 mil (R$ 112 mil, na cotação atual) de indenização a uma funcionária hispânica de 57 anos que foi demitida por ser “velha” e substituída por outra mulher 20 anos mais jovem. A indenização é resultado de um acordo após um processo por discriminação movido pela Comissão de Igualdade de Oportunidades de Emprego, segundo a qual Ángela Guerrero foi demitida do Jumbo Supermarket em 2017 pelo supervisor, Felipe Peralta, que a chamou de “velha senhora”.

Guerrero trabalhava como gerente de cozinha e responsável, entre outras coisas, pela contratação nas áreas de cafeteria e cozinha, segundo o jornal “The Miami Herald“. O superior direto de Guerrero era Julio Pérez, que foi transferido para outro estabelecimento, localizado na mesma rua, e substituído por Peralta. De acordo com o processo, um dia, Guerrero chegou ao trabalho e descobriu que suas funções estavam sendo desempenhadas por outra pessoa 20 anos mais jovem.

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Peralta a levou ao seu escritório, a chamou de “velha senhora” e pediu para que tirasse o uniforme porque estava na hora de ela descansar, a menos que ela quisesse trabalhar com a substituta por menos dinheiro. A empresa M1 5100, proprietária do Jumbo Supermarket, negou que o supervisor tenha dito à mulher que estava na “hora de ela descansar”. Guerrero pôde retornar ao trabalho sob a supervisão de Pérez no outro local, onde ficou menos de um ano, pois Peralta substituiu o primeiro supervisor da funcionária. Em março de 2017, e sem aviso prévio, Peralta demitiu novamente Guerrero e a substituiu por uma mulher 20 anos mais jovem.

Segundo o processo, o supervisor disse à mulher que ela tinha que “dar oportunidades a pessoas novas”: “Velha senhora, o que você está procurando aqui? Está na hora de você descansar”, acrescentou. O processo alega também que, em um primeiro rascunho da carta de demissão, que foi escrita em inglês e que Guerrero se recusou a assinar, indicou seu mau desempenho como motivo para a demissão. Uma segunda carta, escrita em inglês e espanhol, não fez nenhuma menção ao desempenho.

*Com informações da EFE