As bolas utilizadas nas Copas são cercadas de simbologia e referências aos países
Em 1970, no México, ano em que a seleção brasileira conquistou o tricampeonato, a bola utilizada virou sinônimo de “bola de futebol” por mais redundante que isso possa parecer. A Fifa escolheu a Adidas como fornecedora oficial do material esportivo. A empresa se inspirou no designer norte-americano Buckminster Fuller para desenvolver a bola utilizada no mundial daquele ano. A Adidas adotou cúpulas geodésicas para obter a melhor circunferência possível, com 32 gomos. Os pentágonos foram pintados de preto e os hexágonos de branco, justamente para facilitar a visualização nas transmissões da TV, principalmente no caso dos televisores que não captavam as cores.
Pela primeira vez, a bola de uma Copa recebeu nome: Telstar, uma referência à semelhança com o satélite, homônimo, responsável pela transmissão dos jogos para a Europa. Esse design, com gomos pretos e brancos, talvez o mais conhecido em todo mundo, se repetiu na Copa disputada na Alemanha, em 1974.
Em 2026, o Mundial volta à América do Norte, e a bola foi batizada de Trionda, uma referência à “ola”, movimento que se popularizou nas arquibancadas em 1986, na segunda vez em que o México recebeu a Copa. O país sediará novamente a competição ao lado de Estados Unidos e Canadá. A Trionda possui três cores: o azul dos americanos, o vermelho dos canadenses e o verde dos mexicanos. A bola traz ainda símbolos que fazem referência às bandeiras das três nações: as estrelas dos Estados Unidos, a folha de bordo do Canadá e a águia do México.
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A bola da próxima Copa terá um sistema de chip lateral, um sensor colocado dentro de uma camada criada especialmente em um dos quatro painéis que formam o design. A tecnologia é mais precisa e vai ajudar nas decisões do VAR. Por último, a Trionda terá grande estabilidade para facilitar a vida dos jogadores, ao contrário da Jabulani, usada em 2010, na África do Sul, e que era considerada imprevisível, principalmente pelos goleiros. A maior Copa de todos os tempos vai de 11 de junho a 19 de julho com o inédito número de 64 seleções.
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Thiago Uberreich
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