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Patrícia Costa

Crise hídrica: pela primeira vez o tema Saneamento estará numa COP

Neste sábado, o JP Sustentável recebe a coordenadora de Relações Institucionais da Associação dos Engenheiros da Sabesp - AESabesp, Maria Aparecida Silva de Paula, para falar sobre a gestão de recursos hídricos

Patricia Costa

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Neste sábado, o JP Sustentável recebeu a coordenadora de Relações Institucionais da Associação dos Engenheiros da Sabesp – AESabesp, Maria Aparecida Silva de Paula, para falar sobre a gestão de recursos hídricos e saneamento básico. Pela primeira vez, o tema será debatido numa Conferência Climática da ONU. No cerne desta iniciativa está o aprimoramento de um documento de diretrizes da Aesbe, o “Saneamento e Mudança Climática: Diretrizes das Empresas de Água e Esgoto para o enfrentamento de eventos anormais ”, que será reeditado e ampliado com a contribuição de técnicos e especialistas, incluindo as 60 diretrizes originais. A expectativa é que essa publicação sirva como um documento de referência na COP30. “Queremos que essa publicação seja mais do que um relatório: ela será um manifesto técnico, propositivo e estratégico que defende o saneamento como um direito e um vetor de transformação climática e social”, afirma Maria Aparecida. Ela ainda falou como a população tem responsabilidade, juntamente com o poder público e operadoras, em reduzir o lixo e diminuir a poluição dos rios. A entrevista completa você pode assistir no canal da Jovem Pan News no Youtube

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Entre os principais desafios para o setor, a especialista destaca a baixa inserção do saneamento nas discussões climáticas, a dificuldade de acesso a financiamento climático e a necessidade de integração intersetorial. No entanto, a COP30 apresenta oportunidades únicas, como o reconhecimento do saneamento como essencial à resiliência urbana, a internacionalização de experiências brasileiras bem-sucedidas e o fortalecimento da governança multiescalar. Maria Aparecida Silva de Paula deixa uma mensagem clara aos profissionais do saneamento: “Esta é uma oportunidade única de mostrar que o saneamento é parte da solução para os grandes desafios do século 21. Convidamos todos os profissionais a se engajarem, contribuírem e se orgulharem dessa caminhada rumo à COP30. O futuro do saneamento também passa pela nossa capacidade de ocupar espaços estratégicos e construir pontes entre a técnica e a política pública global”, expõe. A parceria entre AESabesp e Aesbe na COP30 representa um esforço conjunto para elevar o saneamento básico ao patamar de prioridade nas discussões climáticas, buscando um legado de maior visibilidade, financiamento e reconhecimento para o setor, essencial para a saúde e o desenvolvimento sustentável.