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Brasil

Ministro do STJ revoga prisão domiciliar e manda Fabricio Queiroz de volta à prisão

Decisão também afeta a esposa de Queiroz, Márcia Aguiar, que ficou foragida do dia 18 de junho, quando o ex-assessor foi preso, até o dia 10 de julho, quando apresentou-se à polícia para cumprir pena com o marido em casa

Monique Alves

O ministro do Superior Tribunal de Justiça (STJ), Félix Fischer, revogou nesta quinta-feira, 13, a prisão domiciliar de Fabrício Queiroz, ex-assessor do senador Flávio Bolsonaro, e de Márcia Aguiar, mulher dele, que passou três semanas foragida. No dia 9 de julho, o ministro João Otávio de Noronha determinou que o casal cumprisse pena em casa. A íntegra da decisão não foi divulgada por estar sob segredo de justiça. Fischer retornou ao trabalho nesta quarta-feira, 12, após realizar uma cirurgia de urgência e ficar afastado para se recuperar. No dia 8, a defesa de Queiroz havia protocolado um pedido para que a relatoria do caso fosse redistribuída em função da licença médica do ministro.

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Queiroz foi preso no dia 18 de junho, em Atibaia, interior de São Paulo, na casa do advogado da família Bolsonaro, Frederick Wassef, e encaminhado ao complexo penitenciário de Bangu, no Rio. Segundo o Ministério Público do Rio de Janeiro (MPRJ), o ex-policial militar é o operador de uma esquema que existiu no gabinete de Flávio Bolsonaro, filho mais velho do presidente, na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro, durante seu mandato como deputado estadual. A prática, conhecida como “rachadinha”, é feita para que o parlamentar fique com parte dos salários de seus assessores.