França registra onda de protestos após cortes no orçamento
A França enfrentou nesta quinta-feira (18) uma nova onda de protestos contra medidas orçamentárias propostas pelo governo. De acordo com estimativas, cerca de 800 mil pessoas participaram das manifestações em 250 cidades do país, em um movimento batizado de “Vamos bloquear tudo”. Os atos ocorrem em meio à discussão do orçamento de 2026 no parlamento francês. O país, que enfrenta forte aumento da dívida interna, anunciou cortes de gastos sob a condução do novo primeiro-ministro, Sebastian Lecnu, no cargo há apenas uma semana.
Entre as propostas que geraram insatisfação estão aumento de impostos, a retirada de dois feriados para ampliar a atividade econômica e a rejeição à cobrança adicional sobre os mais ricos. Um dos pontos de maior debate parte da oposição de esquerda, que defende a taxação de fortunas superiores a 100 milhões de euros, com alíquota anual de 2%.
[cta-selector name=”model2″ image1=”https://s.jpimg.com.br/wp-content/plugins/CTA-posts-selector/assets/images/640_3anos-JPNews.jpg” text2=”Siga o canal da Jovem Pan News e receba as principais notícias no seu WhatsApp!” link3=”https://www.whatsapp.com/channel/0029VaAxUvrGJP8Fz9QZH93S” text4=”WhatsApp” icon5=”fa-brands fa-whatsapp” ]
Os protestos afetaram serviços essenciais em várias regiões. Escolas, trens, metrôs e até farmácias ficaram fechados. Em algumas cidades, houve confrontos entre manifestantes e policiais, além de registros de vandalismo e incêndios. O impasse se reflete também no parlamento, onde blocos de esquerda, centro e direita não chegam a um consenso sobre o ajuste fiscal.
A medida de taxar os “super ricos” ganhou popularidade entre a população, mas enfrenta resistência do empresariado, um dos pilares de apoio ao presidente Emmanuel Macron. Segundo analistas, Macron enfrenta um dilema: ceder à pressão popular pode enfraquecer sua base política e prejudicar as chances de seu partido nas eleições previstas para o início de 2027. A expectativa, no entanto, é que o governo aguarde o arrefecimento da tensão para tentar negociar individualmente com os diferentes blocos políticos.
Assuntos
continue lendo
Mundo
Caso Epstein: polícia diz que buscas nas casas de Andrew foram ilegais
A corporação, no entanto, estuda como conservar os materiais apreendidos na operação contra o ex-príncipe
- Rússia nega 2º contágio em caso suspeito de peste após morte de laboratorista Estadão Conteúdo · há 10 horas
- Christa Pike volta a caminhar após sobreviver à tentativa de execução nos EUA Jovem Pan · há 11 horas
- Escritora canadense Anne Carson vence o Nobel de Literatura 2026 AFP · há 12 horas
- Ataque russo a ônibus com civis deixa 30 mortos na Ucrânia AFP · há 13 horas