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Moradores das periferias temem avanço da pandemia do coronavírus

Falta de água encanada, pouco dinheiro para comprar álcool gel e casas aglomeradas. Esses são alguns dos problemas enfrentados pelos moradores de periferias do Brasil na luta contra a pandemia de coronavírus que alastra o mundo. A Jovem Pan conversou com moradores de favelas do Rio de Janeiro e São Paulo, que relataram as dificuldades de […]

Camila Corsini

Falta de água encanada, pouco dinheiro para comprar álcool gel e casas aglomeradas. Esses são alguns dos problemas enfrentados pelos moradores de periferias do Brasil na luta contra a pandemia de coronavírus que alastra o mundo.

A Jovem Pan conversou com moradores de favelas do Rio de Janeiro e São Paulo, que relataram as dificuldades de se prevenir e se isolar do vírus nas comunidades.

Morador do Complexo do Alemão, na zona norte do Rio, o ativista Raull Santiago diz que falta água corrente nas casas para lavar a mão. “Nem sempre é regular o serviço de distribuição de água, tem gente que não tem saneamento básico decente e nem condição financeira de comprar os produtos para fazer higiene correta. Existem muitas coisas dentro da nossa realidade que precisam ser pensadas e incluídas pelas autoridades públicas.”

Santiago explica que o fato das casas da comunidade serem muito grudadas umas nas outras dificulta o isolamento dos moradores.

A estudante Jéssica Oliveira, que vive em Paraisópolis, conta que os preços do álcool gel dispararam. “Aqui no Paraisópolis nem está tendo álcool gel, está em falta tem uma semana e pouco. Pelo o que eu entendi chega essa semana, mas está uma fortuna. Cerca de 100ml minha sogra pagou R$ 20. A maioria das pessoas estão usando álcool líquido mesmo.”

Segundo o jornal O Estado de São Paulo, o governo avalia a possibilidade de utilizar navios para isolar e tratar pessoas de baixa renda infectadas pela covid-19. A ideia das autoridades brasileiras é atender nas embarcações casos leves de pessoas que moram em regiões litorâneas e que não exigem leitos de UTI.

Em outros locais, afastados do mar, está sendo estudado desde o uso de quarto de hotéis e até de unidades habitacionais ainda não entregues para socorrer a população.

*Com informações do repórter Leonardo Martins