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Política

Michelle Bolsonaro, Tarcísio de Freitas e Romeu Zema se reúnem no Palácio dos Bandeirantes antes de ato na Paulista

Encontro acontece no momento em que governador de São Paulo desponta como nome forte da direita para a disputa presidencial de 2026; presença de Ricardo Nunes é incerta

Felipe Cerqueira

O governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas, e o governador de Minas Gerais, Romeu Zema, participam do 24º Congresso Brasileiro do Agronegócio
24º Congresso Brasileiro do Agronegócio em SP Leco Viana/Thenews2/Estadão Conteúdo

Antes de participarem de manifestação na Avenida Paulista, a partir das 15h, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro, esposa do ex-presidente Jair Bolsonaro, reúne-se com os governadores Tarcísio de Freitas (Republicanos), de São Paulo, e Romeu Zema (Novo), de Minas Gerais. O senador Rogério Marinho, líder do PL no Senado, também está no encontro, que acontece no Palácio dos Bandeirantes, sede do governo paulista. É esperado que sejam discutidos o avanço do projeto de lei da anistia no Congresso, o julgamento de Bolsonaro no STF (Supremo Tribunal Federal) e as eleições de 2026.

O prefeito de São Paulo, Ricardo Nunes (MDB), não confirmou sua presença no encontro no Palácio dos Bandeirantes. Durante a manhã, ele esteve ao lado de Tarcísio no desfile cívico-militar de 7 de Setembro no Sambódromo do Anhembi.

Tarcísio é apontado como sucessor de Jair Bolsonaro caso o ex-presidente não consiga reverter a inelegibilidade, definida pelo TSE (Tribunal Superior Eleitoral) em junho de 2023. A situação do principal líder da direita poderá piorar a partir de terça-feira (9), quando o Supremo retomará o julgamento da suposta trama golpista. Aliados de Bolsonaro acreditam que a condenação é irreversível. Até por isso, tentam beneficiá-lo no projeto de anistia, mas encontram resistência no Congresso, mesmo com lideranças do Centrão.

Esta será o primeiro encontro de Tarcísio de Freitas com a família Bolsonaro desde a visita a Jair desde 7 de agosto, logo após o STF decretar a prisão domiciliar do ex-presidente. Ministro da Infraestrutura na gestão Bolsonaro, a atuação do governador de São Paulo inicialmente encontrou resistência da família de seu padrinho político, por sua postura contida em relação à anistia. Carlos e Eduardo Bolsonaro fizeram fortes críticas ao aliado, sugerindo falta de lealdade. Tarcísio não respondeu e combinou com outros governadores de direita um pacto de silêncio para não aumentar as rusgas.

O discurso unificado pontuou a pressão que a família Bolsonaro estava passando diante do julgamento no STF, a prisão domiciliar e a saúde debilitada. Passada a turbulência, Tarcísio absorveu as críticas, virou a chave e começou a articular a anistia junto ao Congresso. Inclusive com o presidente da Câmara dos Deputados, Hugo Motta, de quem é colega de partido no Republicanos. Essa mudança de postura foi lida por aliados como boa para sua relação com os Bolsonaros. Dessa forma ele não recebe novas críticas e fica bem com os eleitores do ex-presidente.

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Nesta semana, Flávio Bolsonaro deu uma declaração favorável a Tarcísio, dizendo que o governador “entrou de cabeça” no projeto de anistia e pedindo um encontro nos próximos dias. Os outros irmãos cessaram fogo contra o aliado.

*Com informações de Beatriz Manfredini

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