Após Brexit, Reino Unido tentará acordo comercial com UE no período de transição
A última etapa para que o Brexit seja concretizado na semana que vem foi vencida nesta quarta-feira (22) no Parlamento britânico. Os integrantes da Câmara dos Comuns aprovaram o texto que tinha sido modificado na Câmara dos Lordes e agora a tramitação está concluída.
Falta apenas a assinatura da rainha Elizabeth II, que é uma mera formalidade no processo.
O primeiro-ministro britânico, Boris Johnson, afirmou que o país cruzou a linha de chegada do Brexit. Para o líder conservador, o Reino Unido pode agora seguir adiante e colocar anos de rancor e divisão para trás.
Discurso bonito, mas que está longe de refletir a realidade do país no atual momento. De fato, ninguém aguenta mais ouvir sobre Brexit por aqui, três anos e meio depois do referendo que decidiu pela separação.
Os britânicos vão deixar a União Europeia oficialmente às 23h da próxima sexta-feira (31), mas isso não significa que o processo estará encerrado. Haverá um período de transição que vai durar, pelo menos, onze meses.
Até o dia 31 de dezembro deste ano, a Grã Bretanha continuará seguindo as regras da União Europeia, mas sem direito a opinar sobre mais nada.
A expectativa do governo de Londres é utilizar o período para acertar detalhes da separação incluindo um acordo comercial com o bloco. Bruxelas, no entanto, já avisou que dificilmente será possível firmar um acordo bilateral em prazo tão apertado.
As últimas negociações do bloco neste sentido, com Canadá e Mercosul, por exemplo, levaram longos anos em discussões. Some-se a isso o fato de que nada relacionado ao Brexit foi simples de definir até agora.
De qualquer forma, o mais relevante é que o processo de separação moveu uma casa importante em um caminho sem volta. Se os britânicos vão sair ganhando ou não com a decisão de romper com o continente, ainda será necessário bastante tempo para tirar uma conclusão.
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