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Política

Haddad nega intenção de se candidatar em 2026, apesar da pressão de presidente do PT

Ministro revelou que já comunicou sua decisão à direção do partido e, inclusive, ao próprio Edinho Silva, mas admitiu que o assunto ainda não foi tratado diretamente com o presidente Lula

Nátaly Tenório

Fernando Haddad
BRASILIA, CERIMONIA DE LANCAMENTO DO PLANO SAFRA DA AGRICULTURA FAMILIAR 2025/2026 MATEUS BONOMI/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/AGIF - AGÊNCIA DE FOTOGRAFIA/ESTADÃO CONTEÚDO

O ministro da Fazenda, Fernando Haddad, reafirmou que não tem a intenção de se candidatar nas eleições de 2026. A declaração contrasta diretamente com a estratégia defendida pelo presidente nacional do PT, Edinho Silva, que apontou Haddad como um nome crucial para fortalecer o palanque do presidente Luiz Inácio Lula da Silva em São Paulo. Durante a entrevista, o ministro foi categórico sobre seu posicionamento. “Eu continuo com a mesma opinião sobre 2026. Eu não tenho a intenção, neste momento, de ser candidato”, afirmou. Ele revelou que já comunicou sua decisão à direção do partido e, inclusive, ao próprio Edinho Silva, mas admitiu que o assunto ainda não foi tratado diretamente com o presidente Lula.

A fala do ministro, em entrevista ao UOL, ocorre em um momento em que a cúpula do PT articula os cenários para a reeleição de Lula. No último sábado (23), Edinho Silva declarou que as principais lideranças da legenda, incluindo Haddad, “terão que cumprir papel eleitoral” para consolidar o projeto nacional. Embora o ministro negue a candidatura, integrantes do partido consideram provável sua participação na disputa pelo governo paulista ou por uma vaga no Senado.

Segundo Edinho, o PT trabalha para construir um palanque forte em São Paulo, estado politicamente estratégico. Uma das possibilidades ventiladas é a candidatura do vice-presidente Geraldo Alckmin ao governo do estado, o que abriria espaço para Haddad concorrer ao Senado.

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Enquanto o PT busca fortalecer suas alianças, legendas do Centrão, que atualmente compõem a base do governo, movimentam-se para lançar uma candidatura própria à Presidência, tendo o governador de São Paulo, Tarcísio de Freitas (Republicanos), como principal nome. Ciente desse cenário, Edinho Silva afirmou que a decisão final sobre as alianças e candidaturas passará pelo presidente Lula. “Quando os cenários estiverem construídos, o processo decisório passa pelo presidente Lula”, concluiu o dirigente.

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*Reportagem produzida com auxílio de IA

Publicado por Nátaly Tenório