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São Paulo Futebol Clube

Raí diz ter conversado com jogadores sobre finanças do clube antes de contratar Dani Alves

Direto executivo de futebol do São Paulo, Raí revelou uma conversa entre ele e os jogadores antes da contratação bombástica de Daniel Alves. Em entrevista ao “Valor Investe”, o mandatário comentou que explicou aos atletas do Tricolor que a chegada do lateral-direito não causaria danos às finanças do clube. “Sim, a gente teve esse cuidado […]

Pedro Sciola

Direto executivo de futebol do São Paulo, Raí revelou uma conversa entre ele e os jogadores antes da contratação bombástica de Daniel Alves. Em entrevista ao “Valor Investe”, o mandatário comentou que explicou aos atletas do Tricolor que a chegada do lateral-direito não causaria danos às finanças do clube.

“Sim, a gente teve esse cuidado [de conversar com os jogadores sobre a saúde financeira do clube]. E foi tudo bem aceito e compreendido. Até porque fomos claros em colocar que não vai ser só o clube que vai pagar. Antes de fechar e depois que fechou, fiz questão de passar para o time que isso não ia mudar em nada a situação deles”, disse o ídolo do Tricolor paulista.

Neste ano, o clube do Morumbi gastou quase R$ 80 milhões de reais, trazendo jogadores renomados, como Alexandre Pato, Hernanes e o próprio Daniel Alves. De acordo com Raí, a ideia foi trazer atletas com perfil de liderança.

“A presença dessas pessoas é uma coisa premeditada: perfil de liderança. Hernanes, Pablo, Daniel Alves, Juanfran, Volpi, Bruno Alves. É uma espinha dorsal. Por mais que tenhamos dificuldades, são pessoas que seguram e vão dar resultado”, analisou.

Apesar da postura arrojada no mercado de transferências, Raí disse à reportagem ser conservador nas finanças e garantiu que não existe nenhuma preocupação neste sentido.

Na entrevista, Raí também pediu por mais união entre os clubes para melhorarem o futebol no país.

Hoje, o que mais precisamos é que os clubes se unam e debatam interesses comuns próprios. Fica faltando uma perna quando governo e legislativo se mobilizam, tem a força da CBF como instituição, mas não há uma representatividade de um grupo de clubes. Fica parecendo que alguém tem que vir e resolver por eles”, comentou.

“Tem espaço para os clubes pensarem o futebol como um grande negócio. Entre eles mesmo, para depois ver a repartição. Não adianta fazer um grande trabalho se o sistema em que se está inserido não é consistente”, finalizou.