Porta-voz diz que Bolsonaro levou bronca de médico porque queria ir ao jogo do Palmeiras
O porta-voz da Presidência, Otávio Rêgo Barros, disse neste sábado (14) que presidente Jair Bolsonaro, hospitalizado após passar por cirurgia para correção de uma hérnia incisional no último domingo, levou uma bronca do médico Antônio Macedo. “Hoje o doutor teve de dar um puxão de orelha no presidente porque ele queria ir ao jogo do Palmeiras“, contou em coletiva de imprensa no Hospital Vila Nova Star, em São Paulo.
O time enfrenta hoje o Cruzeiro pelo Campeonato Brasileiro.
O porta-voz afirmou ainda que Bolsonaro está “muito disposto”, sendo acompanhado pela primeira dama Michelle Bolsonaro. Segundo Barros, a alta médica está condicionada à sua melhora definitiva e depende de aval final do corpo médico.
“Mantemos expectativas positivas com relação à alta do senhor presidente. A avaliação final é do corpo médico e estará vinculada à melhora progressiva e definitiva de Bolsonaro.”
Na sexta (13), Macedo informou que o presidente poderia ter alta entre três e quatro dias, mas que a sua liberação estava vinculada à melhora nos movimentos intestinais e ao avanço nas dietas. A expectativa é a de que o vice-presidente, Hamilton Mourão, permaneça na Presidência da República até a próxima terça-feira, dia 17.
O médico explicou que a dieta de Bolsonaro não pode ser evoluída para alimentos cremosos porque há preocupação na equipe médica de que a mudança retarde ainda mais o intestino do presidente, que ainda não está conforme desejado. Apesar disso, ele informou que houve uma “melhora significativa” dos movimentos intestinais
“Nos próximos dias, tomando cuidado para não querer precipitar uma dieta mais forte, nós chegaremos lá… Queremos sentir como o intestino está evoluindo. Talvez hoje fim do dia ou amanhã no fim do dia, o presidente vá para uma dieta cremosa. Estamos pensando em mudar dieta. É mais um feeling”, explicou.
Macedo disse ainda que Bolsonaro terá uma vida “absolutamente normal” após a quarta cirurgia resultante do atentado que sofreu durante a campanha eleitoral.
*Com Estadão Conteúdo
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