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Mulheres não devem votar, diz vídeo republicado por secretário de Defesa dos EUA

Post de Pete Hegseth, que incluía a legenda 'todo Cristo para toda a vida', foi interpretada por muitos como uma concordância implícita com as declarações de dois pastores

Fernando Keller

Pete Hegseth
Secretário de Defesa Pete Hegseth dá entrevista coletiva no Pentágono sobre ataques ao Irã Andrew Harnik / GETTY IMAGES NORTH AMERICA / Getty Images via AFP

Recentemente, o secretário de Defesa dos Estados Unidos, Pete Hegseth, se viu no centro de uma polêmica ao compartilhar um vídeo em suas redes sociais. O vídeo, que rapidamente se tornou viral, apresenta dois pastores que afirmam que mulheres não deveriam ter o direito de votar. Originalmente transmitido por uma rede de TV americana, o conteúdo gerou um intenso debate público, especialmente porque os pastores são líderes da igreja frequentada por Hegseth. Um dos pastores defende que o voto deveria ser exclusivo do “chefe do lar”, geralmente o marido, enquanto o outro pastor, Doug Wilson, argumenta que mulheres não devem ocupar cargos de liderança nas igrejas ou atuar em funções de combate nas forças armadas.

A postagem de Hegseth, que incluía a legenda “todo Cristo para toda a vida”, foi interpretada por muitos como uma concordância implícita com as declarações dos pastores. A reação foi imediata e intensa, com especialistas e líderes protestantes progressistas expressando seu descontentamento. Eles classificaram o conteúdo como perturbador e representativo de uma minoria radical de cristãos. Além disso, organizações de direitos civis e políticos manifestaram preocupação com o fato de um oficial de alto escalão do governo estar associado à disseminação de ideias que consideram ameaças aos direitos básicos conquistados pela democracia americana.

O Pentágono confirmou que Hegseth é membro da igreja de um dos pastores e que valoriza seus ensinamentos. A polêmica gerou reações de organizações de direitos humanos e líderes políticos democratas, que classificaram as declarações como um retrocesso grave e um ataque aos direitos fundamentais das mulheres. O episódio também provocou divisões dentro do Partido Republicano, com alguns integrantes buscando se distanciar do caso, enquanto grupos mais radicais tentam minimizar seu impacto.

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Analistas políticos alertam que a situação pode afetar a imagem do Pentágono e da administração federal, gerando crises internas e questionamentos sobre os valores que norteiam os principais cargos do governo dos Estados Unidos. A expectativa agora é que a Casa Branca se pronuncie sobre o caso, com muitos aguardando um comentário do presidente Donald Trump.

Com informações de Eliseu Caetano

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*Reportagem produzida com auxílio de IA