Agência de intercâmbio quebra e deixa quase 1 mil clientes no prejuízo
O encerramento repentino das atividades da agência de intercâmbios Time2 Travel tem causado transtornos para centenas de clientes.
Pelas redes sociais, a empresa anunciou que não vai cumprir os contratos, alegando problemas financeiros. A agência pediu que nenhum pagamento fosse efetuado até a solução do problema e que estava lutando com todas as forças para honrar os compromissos.
Mas a falta de resposta tem deixado os estudantes em uma situação cada vez mais delicada. Muitos estão tentando resolver o caso na polícia e na Justiça.
O analista comercial Fábio Pereira Lima, de 31 anos, é um dos lesados. Ele assinou um contrato a vista de R$ 16 mil com a Time2 Travel para um intercâmbio na Irlanda e não consegue nenhum retorno da agência.
“Até então a escola não responde nem fala nada, mandamos e-mail e eles não respondem. Contatei a escola em Dublin e eles disseram que não receberam pagamento. Eles pegaram o meu dinheiro e não fizeram nada”, disse.
Assim como Fábio, mais 955 pessoas foram afetadas pelo encerramento das atividades da agência de intercâmbios. Um grupo de whatsapp foi criado para que os clientes troquem informações entre si.
Alguns consumidores que já estão fora do Brasil relatam que foram expulsos de onde estavam hospedados pelas residências alugadas pela agência.
O advogado especialista em direito do consumidor Marco Antônio Araújo Júnior explica que nessa situação os clientes devem registrar os gastos que tiveram com isso e depois deverão ajuizar uma ação de indenização contra o fornecedor contratado
Essa ação pode ser de danos materiais ou danos morais, logicamente nesse caso os danos morais estão configurados porque há um constrangimento exacerbado, os consumidores foram colocados numa situação de desrespeito fora do país”, afirmou.
Ainda segundo Marco Antônio Araújo, os consumidores que estão no Brasil com viagem agendada devem suspender todos os pagamentos por desacordo comercial.
Para evitar situações como essa, o advogado diz que é importante analisar com antecedência a reputação da empresa nas redes sociais e verificar se ela está ativa na Receita Federal, assim como consultar, se possível, a situação financeira do serviço procurado.
*Com informações do repórter Vinícius Moura
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