Em obstrução, deputado Capitão Alden diz que a pressão popular será determinante
O líder do PL na Câmara, deputado Sóstenes Cavalcante (RJ), afirmou que a oposição está se preparando para a “guerra”. Segundo ele, os parlamentares estarão “entrincheirados com uma série de ações” para pressionar as casas legislativas em prol da anistia dos condenados do 8 de Janeiro e do processo de impeachment de Moraes. “A partir de agora, estamos nos adestrando e nos preparando para a guerra. Se é guerra que o governo quer, guerra que o governo terá. Não haverá paz no Brasil enquanto não houver discurso de conciliação que passe pela anistia, pela mudança do fim do foro privilegiado e pelo impeachment de Moraes”, disse a jornalistas.
O deputado Alden (PL-BA) também criticou as recentes decisões do Supremo Tribunal Federal. “Essa decisão do ministro Alexandre de Moraes é política, desproporcional e não se sustenta juridicamente. Bolsonaro sequer foi julgado, sequer teve condenação, e mesmo assim está sendo colocado em prisão domiciliar com tornozeleira — medida que normalmente se aplica a criminosos reincidentes. Não há outro nome para isso senão perseguição política. O Judiciário, que deveria ser o ‘guardião’ da Constituição, está sendo usado como instrumento de vingança contra o maior líder da oposição e contra milhões de brasileiros que não se dobram ao sistema”, disse Alden.
Parlamentares da oposição seguem no plenário da Câmara com fitas na boca, nos ouvidos e alguns nos olhos em forma de protesto contra a censura. No Senado Federal, senadores também ocuparam a mesa da presidência da Casa em forma de protesto.
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“No Congresso Nacional, estamos mobilizados para denunciar os abusos e restabelecer os limites constitucionais entre os Poderes. Iremos iniciar obstrução total em todas as comissões e em todas as votações no plenário, até que seja pautada a anistia, o fim do foro privilegiado e o impeachment do ministro Alexandre de Moraes. Há também ações jurídicas sendo preparadas por advogados ligados ao PL e à Oposição. Mas a verdade é que a pressão popular será determinante. Nenhuma medida jurídica ou política terá força se o povo cruzar os braços. O que está em jogo vai além de partidos ou ideologias: trata-se da liberdade de todos nós”, concluiu Alden.
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