Contran revoga resolução que previa aplicação de multas para pedestres e ciclistas
Vocês se lembram daquela história de multar os pedestres e os ciclistas? Pois é, não deu em nada. Nesta sexta-feira (1º), o Contran revogou a resolução que previa essas autuações.
Tudo começou em 2017. Na época, no mês de setembro, metade das mortes de trânsito em São Paulo foi de pedestres. Por isso, o Denatran publicou uma resolução para definir as regras e multar tanto os pedestres como os ciclistas.
As punições já estavam previstas no Código de Trânsito Brasileiro de 1997, mas não foram praticadas porque nunca houve uma regulamentação de como seriam feitas.
A multa para o pedestre que ficasse no meio da rua ou atravessasse fora da faixa, da passarela ou passagem subterrânea seria de R$ 44. Para os ciclistas, foi cogitado multá-los em R$ 130 por andar na calçada’.
Para a editora Nayara Abbade, o brasileiro teria que ser mais educado para se aplicar tal medida: “o país como o Brasil não tem educação, então não tem como multar pedestre. Se nem o motorista tem disciplina, que dirá o pedestre”.
O funcionário público Joel Aparecido concorda com Nayara: “as pessoas são individualistas. Precisa de mudança de mentalidade dos cidadãos”.
Davi Duarte, presidente do Instituto Brasileiro de Segurança no Trânsito, disse que autuar pedestres e ciclistas não faz o menor sentido: “sou contra isso por três razões. Primeiro, não há infraestrutura no Brasil para o pedestre. Segundo, não há educação para o trânsito. Terceiro, o pedestre não tem potencial de agressividade com os outros”.
Em nota, o Contran disse que, antes de estabelecer sanções, é preciso promover uma campanha educativa para que todos os envolvidos no trânsito respeitem os mais vulneráveis e que eles próprios saibam como ter uma atitude preventiva contra acidentes.
*Informações do repórter Victor Moraes
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