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Enviados de Guaidó ao exterior arrecadam mais de US$ 100 milhões para a Venezuela em três semanas

Representantes do presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, no exterior já conseguiram arrecadar nas últimas três semanas mais de US$ 100 milhões para o país, que está em crise. O valor equivale a aproximadamente R$ 372 milhões. O valor foi anunciado por David Smolansky – ex-prefeito de El Hatillo – durante entrevista após a Conferência […]

Rafael Iglesias

Representantes do presidente interino da Venezuela, Juan Guaidó, no exterior já conseguiram arrecadar nas últimas três semanas mais de US$ 100 milhões para o país, que está em crise. O valor equivale a aproximadamente R$ 372 milhões.

O valor foi anunciado por David Smolansky – ex-prefeito de El Hatillo – durante entrevista após a Conferência Mundial sobre a Crise Humanitária na Venezuela, realizada na sede da Organização dos Estados Americanos (OEA), em Washington, Estados Unidos.

Esse evento contou com a participação de diversos analistas, diplomatas e empresários de mais de 60 países de todo o mundo. Do total arrecadado, US$ 30 milhões (cerca de R$ 111,7 milhões) foram repassados por organizações multilaterais.

Smolansky explicou que o montante inclui valores que já tinham sido anunciados anteriormente e outros que foram revelados nesta quinta-feira (14). Entre eles, estão US$ 500 mil doados por Taiwan e US$ 1 milhão repassado para o fundo pelo governo da Holanda.

O representante de Guaidó não informou quais organizações internacionais contribuíram com a oposição venezuelana. O Fundo Monetário Internacional (FMI) ainda analisa se var reconhecer Guaidó como presidente, no lugar do ditador Nicolás Maduro.

Nos US$ 100 milhões anunciados hoje estão incluídas doações que já tinham anunciadas anteriormente: US$ 40 milhões do Canadá, US$ 20 milhões dos Estados Unidos, US$ 22,6 milhões da Alemanha e US$ 8,5 milhões do Reino Unido.

Guaidó tornou a chegada de ajuda à Venezuela uma prioridade e estabeleceu o dia 23 de fevereiro como a data para a entrada de produtos doados por vários governos no país. Militares leias a Maduro, entretanto, têm bloqueado fronteiras com Brasil e Colômbia, caminhos que seriam utilizados para que os produtos fossem levados ao país.

*Com informações da EFE